- Hezbollah afirma que vai adotar táticas de guerra dos anos oitenta e ativar esquadrões suicidas no Líbano para impedir que Israel crie uma base no território libanês.
- As declarações foram dadas ao Al Jazeera menos de uma semana após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a prorrogação do cessar-fogo até a segunda quinzena de maio.
- A guerra já deixou mais de 2,5 mil mortos no Líbano desde 2 de março; segundo o exército de Israel, o alvo é o Hezbollah, que tem atacado o norte de Israel.
- Israel ordenou a retirada do sul do Líbano, pedindo que moradores deixem sete cidades e a zona ocupada, citando violações do cessar-fogo por parte do Hezbollah.
- O Hezbollah afirmou que não interromperá ataques contra tropas israelenses no Líbano nem contra cidades no norte de Israel enquanto Israel violar o cessar-fogo; o exército israelense informou ter interceptado três drones que não chegaram a cruzar a fronteira.
O Hezbollah afirmou ao site Al Jazeera, nesta segunda-feira, que vai adotar táticas de guerra dos anos 1980 e ativar esquadrões suicidas no Libano para impedir que Israel estabeleça uma base no território libanês. A declaração cita mobilização de grandes grupos de homens-bomba nas áreas do sul do país sob ocupação.
A reportagem aponta que a liderança do Hezbollah detalhou a atuação dos homens-bomba como entrada em confronto com oficiais e tropas inimigas nas vilas do Libano ocupadas por Israel. As declarações ocorrem menos de uma semana após o anúncio de prorrogação de um cessar-fogo por parte do presidente dos EUA, Donald Trump, até a segunda quinzena de maio.
Escalada e impactos no terreno
Segundo o Ministério da Saúde libanês, ataques israelenses no sul do Libano neste domingo deixaram pelo menos 14 mortos e 37 feridos. As informações foram confirmadas horas depois de ordens de retirada emitidas pelas Forças Armadas de Israel para o sul do Libano, com instruções para que moradores deixassem sete cidades e uma zona previamente ocupada.
A defesa aérea israelense afirmou ter interceptado três drones que tentaram cruzar para o território de Israel, em meio a sirenes no norte do país. Em resposta, o Hezbollah manteve que não interromperia ataques contra tropas israelenses dentro do Libano e contra cidades no norte de Israel, alegando violações do cessar-fogo por parte de Israel.
Contexto estratégico
As Forças Armadas de Israel comunicaram que as ações visam responder às violações do cessar-fogo atribuídas ao Hezbollah. O grupo apoiado pelo Irã afirmou não confiar na diplomacia nem nas autoridades libanesas, afirmando que estas falharam em proteger o país. A escalada ocorre em meio a acusações mútuas de violação de acordos entre as partes.
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