- Mãe e filha brasileiras morreram em ataques de Israel no Líbano neste domingo, 26 de abril, segundo o Itamaraty.
- O Ministério das Relações Exteriores expressou condolências às famílias e reiterou a sua mais veemente condenação aos ataques durante o cessar-fogo.
- O Itamaraty afirmou que o ataque é mais uma violação ao cessar-fogo, que já resultou na morte de dezenas de civis libaneses, além de uma jornalista e de dois integrantes franceses da UNIFIL.
- A nota também condena demolições de residências e outras estruturas civis no sul do Líbano e o deslocamento forçado de mais de um milhão de libaneses.
- O cessar-fogo foi estendido por mais três semanas em negociação mediada pelos Estados Unidos, embora os combates tenham diminuído e não cessado completamente.
O governo brasileiro informou que uma mãe e sua filha, brasileiras, morreram em ataques realizados por Israel no Líbano no domingo (26). A notícia foi comunicada pelo Ministério das Relações Exteriores nesta segunda-feira (27). O Itamaraty expressou condolências às famílias e reiterou a condenação aos ataques durante o cessar-fogo.
A nota do Itamaraty reforça que o ataque se insere em violações reiteradas ao cessar-fogo anunciado em 16 de abril. O documento aponta que civis libaneses, incluindo mulheres e crianças, além de jornalistas e integrantes da UNIFIL, já foram vítimas. O texto também cita demolições de residências e deslocamentos forçados no sul do Líbano.
Segundo o governo brasileiro, o país permanece atento aos desdobramentos na região, com negociações mediadas pelos EUA entre Líbano e Israel. A trégua, extendida por mais três semanas na última quinta-feira, 23, ainda não encerrou os confrontos de forma definitiva, conforme o comunicado.
No Líbano, operações militares têm foco no sul e no vale do Beqaa, com mobilização de forças israelenses perto da fronteira. A região sul permanece sob ocupação de faixas de 5 a 10 km de profundidade, conforme relatos de monitoramento de campo.
O Itamaraty também pediu o cumprimento da resolução do Conselho de Segurança da ONU de 2006, que encerrou a guerra entre Israel e Hezbollah. O ministério reiterou a necessidade de proteção de civis e conclusão pacífica do conflito.
Contexto: o cessar-fogo vigora, mas as hostilidades continuam em alguns setores desde o ataque inicial do Hezbollah, em apoio ao Irã, e pelas ações da coalizão liderada por Israel. As negociações entre as partes seguem sob mediação internacional.
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