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Merz afirma que Ucrânia pode ter de ceder território para entrar na UE

Merz sugere que Ucrânia pode ceder parte de seu território para avançar no caminho de adesão à União Europeia

Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky e chanceler alemão Friedrich Merz 13/8/2025 JOHN MACDOUGALL/Pool via REUTERS
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  • O primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz, disse que a Ucrânia pode ter de aceitar que parte de seu território não fique sob controle de Kiev em um eventual acordo de paz com a Rússia, vinculando isso à possibilidade de ingresso na União Europeia.
  • A afirmação foi feita durante palestra a estudantes, citada pela Reuters, e aponta para concessões territoriais no âmbito de uma negociação futura.
  • Merz criticou a estratégia dos Estados Unidos em relação ao Irã, afirmando que a falta de planejamento dificulta o encerramento do conflito, segundo a Associated Press.
  • O chanceler alemão destacou que os iranianos cuidam das negociações de forma hábil, o que complica resultados para Washington.
  • Alemanha ofereceu enviar navios caça-minas para ajudar a reabrir o Estreito de Ormuz, mas apenas após o término dos combates.

O primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz, afirmou que, em um eventual acordo de paz entre Ucrânia e Rússia, pode ser necessário que parte do território ucraniano permaneça fora do controle de Kiev. A declaração foi feita na segunda-feira, 27, durante encontro com estudantes do Carolus-Magnus-Gymnasium, na Alemanha, e foi publicada pela Reuters.

Merz argumentou que a Ucrânia poderá firmar um cessar-fogo e, mais adiante, um tratado de paz, mas que algumas áreas podem não ser mais consideradas integralmente ucranianas. Segundo ele, esse tipo de concessão pode ser parte das negociações que envolvem a adesão da Ucrânia à União Europeia.

Também no mesmo evento, a agência Associated Press informou que o líder alemão criticou a intervenção americana em conflitos no Irã, considerando que a falta de estratégia dificulta o caminho para o encerramento do conflito. Ele ressaltou que saídas planejadas costumam ser tão relevantes quanto as entradas em guerras.

Merz mencionou ainda que os iranianos têm atuação mais preparada do que o esperado e que negociações despriorizadas por parte de autoridades iranianas dificultam acordos com os EUA. O chanceler descreveu a condução diplomática como complexa e citou dificuldades envolvendo a inteligência de Washington em negociações regionais.

A Alemanha sinalizou uma posição de apoio a uma reabertura do Estreito de Ormuz, com o envio de navios caça-minas, mas condicionou essa medida à conclusão dos conflitos existentes. A afirmação foi feita no contexto de discussões sobre segurança marítima e relações internacionais.

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