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Nigéria prende suposto chefe do tráfico de pangolins, foragido

Prisão do suposto chefe de rede transnacional de tráfico de pangolins, fruto de parceria Nigéria e Wildlife Justice Commission, encerra cinco anos de investigação

A black-bellied pangolin rescued from poachers, released by the Sangha Pangolin Project in the Central African Republic.
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  • Shamsideen Abubakar foi preso na Nigéria, acusado de liderar uma rede transnacional de tráfico de pangolins.
  • A operação está ligada a um caso de setembro de dois mil e vinte e um, quando foram apreendidos 1.009,5 quilos de escamas em Lagos, provenientes de pelo menos 5.451 pangolins.
  • Na época, dois cúmplices dele, Sunday Ebenyi e Salif Sandwidi, já haviam sido detidos; Abubakar ficou foragido até agora.
  • A prisão resulta de uma cooperação entre as autoridades nigerianas e a organização não governamental com sede na Holanda, Wildlife Justice Commission.
  • O país tem registrado várias apreensões de grande porte e reforçado o combate ao tráfico de vida selvagem, com promessas de persecução firme de redes criminosas.

A Nigeria prendeu o suposto chefe de uma rede transnacional de tráfico de pangolins, o que marca mais um desdobramento importante na repressão ao crime contra a vida selvagem no país. Shamsideen Abubakar foi capturado após anos na condição de foragido, ligado a uma operação anterior em Lagos. A ação ocorreu em parceria entre autoridades domésticas e a Wildlife Justice Commission, ONG com base na Holanda.

A investigação aponta que, em setembro de 2021, houve apreensão de 1.009,5 kg de escamas, em Lagos, com estimativa de origem em pelo menos 5.451 pangolins. Na época, dois cúmplices, Sunday Ebenyi e Salif Sandwidi, foram presos; Abubakar permaneceu foragido até agora.

A detenção faz parte de uma série de operações de alto impacto nos últimos dois anos, que resultaram na apreensão de várias toneladas de escamas e na prisão de demais líderes do crime, incluindo nacionais chineses e vietnamitas. A cooperação com a WJC intensificou investigações de longo prazo.

Contexto e desdobramentos

Pangolins são alvo por escamas usadas na medicina tradicional na Ásia, além de consumo da carne em alguns lugares. Embora a venda seja proibida, o tráfico persiste no mercado negro, impulsionado por lucros elevados e riscos baixos para traficantes.

A repressão global aponta que o tráfico de pangolins está relacionado a redes criminosas transnacionais que atuam em Nigéria, um importante polo de comércio ilegal de fauna. Dados da WJC indicam operações que, até 2025, somaram mais de 25 toneladas de escamas apreendidas e mais de uma tonelada de marfim.

Reação institucional

A NESREA informou que as prisões e os mandados de captura serão perseguidos com rigor para desmontar redes criminosas. A organização destacou que a cooperação internacional é essencial para interromper fluxos financeiros da prática ilegal.

Representantes de conservacionistas enfatizaram que prisões de alto nível ajudam a abrir caminhos para investigações sobre a origem dos recursos e redes de tráfico, servindo como modelo para ações futuras entre agências nacionais.

Compromisso contínuo

As autoridades reforçam o compromisso de erradicar o tráfico de vida silvestre no país. A NESREA ressaltou que cada apreensão, prisão e condenação é parte de um esforço contínuo para manter o território livre de crimes contra a fauna.

A parceria com a WJC é apresentada como uma estratégia intensiva de inteligência que pode ser replicada amplamente, segundo especialistas ouvidos pela imprensa.

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