- A Otan avalia encerrar a prática de cúpulas anuais, para evitar um encontro potencialmente tenso com o presidente Donald Trump no seu último ano de mandato.
- As cúpulas têm ocorrido todo o verão desde 2021; neste ano, estão marcadas para 7 e 8 de julho, em Ancara, Turquia.
- Alguns membros defendem reduzir o ritmo, com propostas de realizar cúpulas a cada dois anos, embora ainda não haja decisão; o secretário-geral, Mark Rutte, terá a palavra final.
- A ideia de moderar a frequência não depende apenas de Trump; há considerações mais amplas sobre planejamento de longo prazo e pressão por resultados.
- A Otan afirma que continuará promovendo reuniões regulares de chefes de Estado e de governo e a consultar entre as cúpulas para decisões de segurança compartilhada.
O Conselho do Tratado do Atlântico Norte avalia encerrar a prática de cúpulas anuais. A medida seria adotada para evitar um encontro potencialmente tenso com o presidente Donald Trump, em seu último ano de mandato. A informação é de seis fontes ouvidas pela Reuters.
O tema surge em meio a críticas do governo americano a diversos aliados, incluindo demandas por maior contribuição às operações contra o Irã. A ideia de reduzir a frequência das cúpulas já ganha apoio entre membros da aliança.
Quando, onde e por quê
Tradicionalmente as cúpulas ocorrem no verão do hemisfério norte. Neste ano, o encontro deve acontecer em Ancara, Turquia, nos dias 7 e 8 de julho. A pauta central envolve segurança compartilhada e coordenação de defesa.
Alguns membros defendem a realização de cúpulas em intervalos maiores, como a cada dois anos, para evitar pressões por resultados rápidos. A decisão final cabe ao secretário-geral Mark Rutte, segundo fontes.
A Otan afirmou que continuará a realizar encontros regulares entre chefes de Estado e de governo. Entre as cúpulas, os aliados devem seguir consultando e planejando para a segurança coletiva.
Duas fontes destacam que Trump é um dos fatores citados, mas ressaltam que há questões estratégicas mais amplas envolvidas. Diplomatas destacam que cúpulas anuais geram expectativa por resultados visíveis, o que pode distorcer o planejamento de longo prazo.
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