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Polícia da Indonésia investiga suposto abuso em creche

Abuso em berçário de Yogyakarta envolve ao menos cinquenta e três crianças; treze presos e centro sem licença, foco em fiscalização mais rigorosa

Authorities say at least 53 children at Little Aresha, a childcare centre in Yogyakarta, are believed to have been abused
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  • A polícia de Yogyakarta, na Indonésia, investiga abuso alegado no Little Aresha, atingindo pelo menos 53 crianças entre as 103 matriculadas.
  • Durante a operação, foram encontrados menores com as mãos e os pés amarrados, sem roupas e apenas de fraldas, além de relatos de ferimentos.
  • Dos 103 alunos, 53 são considerados vítimas de abuso ou negligência; a maioria tem menos de dois anos.
  • Treze pessoas foram presas até o momento, entre elas a diretora da creche e responsáveis pela fundação; cerca de 30 foram interrogadas.
  • A creche não possuía alvará de funcionamento; autoridades prometem ampliar a fiscalização de centros de cuidado infantil e oferecer suporte psicológico às famílias.

A investigação na cidade de Yogyakarta, Indonésia, aponta que pelo menos 53 crianças teriam sido vítimas de maus-tratos em Little Aresha, um centro de educação infantil. A apreensão ocorreu durante uma operação policial na semana passada, após uma denúncia de ex-funcionária, segundo autoridades locais. O centro funcionava sem licenciamento.

A polícia prendeu 13 pessoas ligadas ao centro, incluindo a diretora, o responsável pela fundação e cuidadores. A investigação aponta para padrões de abuso físico e negligência, com crianças pequenas supostamente sofrerem contusões e terem as mãos e os pés amarrados. Pequenos espaços com várias crianças também foram encontrados.

No total, 103 crianças estavam matriculadas no local. Em torno de 53 delas são consideradas vítimas potenciais de maus-tratos. A maior parte das vítimas tem menos de dois anos de idade, conforme informações da polícia de Yogyakarta. O centro foi fechado desde a condução da operação.

Contexto e desdobramentos

A ação policial levou a um escrutínio maior sobre creches no país, com autoridades mencionando que muitas instituições não possuem licença adequada. A prefeitura de Yogyakarta pediu avaliações psicológicas e físicas para as vítimas e ofereceu suporte aos pais, incluindo serviços de recuperação de traumas.

Parentes de alunos relatam preocupação com sinais de ferimentos e com alimentação das crianças. Alguns pais já haviam observado quedas, cortes e hematomas, bem como relatos de fome excessiva envolvendo os filhos. A investigação ainda não tem conclusão sobre responsabilidades futuras.

Segundo autoridades, a creche Little Aresha não possuía autorização de funcionamento. O estabelecimento permanece sem resposta pública oficial e já está fora de operação enquanto o caso é apurado pelas autoridades locais.

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