- O rei Charles III e a rainha Camilla chegaram aos Estados Unidos para uma viagem de quatro dias e foram recebidos pelo presidente Donald Trump para um chá privado na Casa Branca.
- A visita ocorre em meio a divergências entre Londres e Washington sobre a participação britânica na ofensiva dos EUA contra o Irã.
- O roteiro prevê discurso ao Congresso na terça-feira, um jantar de Estado na Casa Branca e uma passagem por Nova York para homenagear as vítimas dos ataques de 11 de setembro, com encerramento na Virgínia em atividade de conservação ambiental.
- A relação entre os dois países está em um dos seus momentos mais tensos desde a crise de Suez, ainda que Trump tenha feito elogios públicos ao rei.
- A viagem também aborda questões como evitar encontros com vítimas de Jeffrey Epstein, e envolve investigações sobre o irmão da realeza, Andrew Mountbatten-Windsor, em relação a Epstein.
O rei Charles 3º e a rainha Camilla chegaram a Washington nesta segunda-feira para uma viagem de quatro dias. A visita de Estado inclui encontro com o presidente Donald Trump e ocorre em meio a tensões entre Londres e Washington sobre a participação britânica na ofensiva contra o Irã.
Os monarcas chegaram à Base Aérea Andrews, onde foram recebidos por autoridades diplomáticas, estaduais e federais e por membros da embaixada britânica. Receberam flores de filhos de militares britânicos servindo nos EUA e seguiram à Casa Branca.
Na capital, Charles e Camilla participaram de um chá privado com Trump e a primeira-dama Melania antes de seguirem para agenda oficial. A programação também prevê discurso ao Congresso, jantar de Estado e visita a Nova York.
Contexto diplomático
A viagem ocorre num momento de atrito entre Reino Unido e EUA por divergências sobre a guerra no Irã. Trump aponta descontentamento com a postura britânica de não apoiar a ofensiva como desejado.
Embora o presidente seja visto como fã da realeza, divergências políticas entre o governo britânico de Keir Starmer e a Casa Branca se intensificaram nos últimos meses. A relação é descrita como tensionada, apesar de a visita manter o tom de aliança histórica.
Agenda e desdobramentos
O tour inclui um discurso de Charles ao Congresso, previsto para terça-feira, marcando a presença de um monarca britânico em solo americano há 20 anos. O grupo também deverá visitar Nova York para tributo às vítimas de 11 de setembro.
Camilla participará de celebração pelo centenário das histórias do Ursinho Pooh durante a escala na Big Apple. A comitiva encerra a viagem na Virgínia, com atividades ligadas à conservação ambiental, tema histórico da atuação do rei.
Observações e contexto adicional
O embaixador britânico nos EUA ressaltou que a visita enfatiza história comum, sacrifício e valores compartilhados, adotando uma abordagem típica britânica de serenidade. O episódio recente envolvendo o escândalo de Jeffrey Epstein é mencionado como ponto de cautela para o encontro com vítimas.
O irmão de Charles, Andrew Mountbatten-Windsor, enfrenta investigações sobre ligações com Epstein, apesar de ter tido o título reduzido. A presença de Andrew na agenda da família foi alvo de discussões, mas o roteiro oficial não prevê ações nessa linha.
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