- Chegada do rei Charles III e da rainha Camilla aos Estados Unidos para uma viagem de quatro dias, começando pela Base Conjunta Andrews.
- Em Washington, foram recebidos pela ex-presidente Donald Trump na Casa Branca; a programação inclui discurso ao Congresso, jantar de Estado e parada em Nova York.
- A visita ocorre em meio a divergências entre EUA e Reino Unido sobre a guerra com o Irã, com Trump criticando o governo britânico e o premier Keir Starmer buscando fortalecer a relação.
- O roteiro prevê homenagem aos ataques de 11 de setembro, celebração do centenário de Winnie the Pooh e passagem pela Virgínia para ações de conservação ambiental.
- O tema Epstein é mencionado: não houve encontro com vítimas durante a viagem, e o irmão de Charles, Andrew, enfrenta investigações relacionadas ao caso.
O rei Charles III e a rainha Camilla chegaram aos Estados Unidos nesta segunda-feira, 27, para uma viagem de quatro dias. O objetivo inclui celebrar o 250º aniversário da Declaração de Independência e reforçar laços com os EUA. A chegada ocorreu na Base Conjunta Andrews, com recepção de autoridades e famílias militares britânicas.
O casal seguiu à Casa Branca, onde encontrou Donald Trump e Melania Trump. O encontro teve duração breve, com os anfitriões posando para fotos antes de um chá privado. A agenda oficial prevê atividades oficiais ao longo da semana.
Charles, de 77 anos, participa pela primeira vez de uma visita de Estado de um monarca britânico ao país em duas décadas. A viagem ocorre em meio a divergências entre Washington e Londres sobre a guerra com o Irã.
Divergências sobre o Irã
O tema de política externa domina o roteiro, já que Trump expressa apoio aos laços com a família real, mas diverge do governo britânico de Keir Starmer. Starmer deseja fortalecer a relação especial entre EUA e Reino Unido, num momento delicado.
A visita foi planejada há muito tempo e ocorre em meio a tensões políticas, incluindo desentendimentos sobre a posição da coalizão ocidental na guerra contra o Irã. Donald Trump criticou o governo britânico pela falta de alinhamento.
O chanceler britânico assinala que a visita busca manter histórico de cooperação quando as duas democracias coincidem em interesses estratégicos. O embaixador britânico nos EUA, Christian Turner, ressalta esse objetivo de parceria estável.
Agenda e homenagens
Na terça-feira, Charles discursa no Congresso dos EUA. Em seguida, ocorre um jantar de Estado na Casa Branca, seguido de uma parada em Nova York na quarta-feira. Os eventos lembram também as vítimas de 11 de setembro.
A viagem inclui ações do rei em ações de conservação ambiental na Virgínia, mantendo o foco de décadas de atuação em causas ambientais. A rainha Camilla acompanhará compromissos correlatos ao longo do roteiro.
Fontes da realeza informam que não houve encontro com vítimas de Jeffrey Epstein durante a viagem, para evitar impactos em investigações. O irmão do rei, Andrew Mountbatten-Windsor, enfrenta investigações sobre vínculos com Epstein, que ele nega.
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