- Um superiate ligado ao círculo próximo do bilionário russo Alexei Mordashov atravessou o estreito de Ormuz neste sábado, após sair de Dubai na sexta-feira e chegar a Muscat, em Omã, no domingo.
- O Nord, de 142 metros, avaliado em mais de US$ 500 milhões, tem 20 cabines, piscina, heliponto e até um submarino, segundo a publicação Superyacht Times.
- A passagem acontece em meio a bloqueio do estreito devido ao conflito entre Estados Unidos e Irã; não há confirmação de como a embarcação obteve autorização para usar a rota.
- Dados de navegação apontam que, nas últimas 24 horas, pelo menos sete navios, principalmente graneis, cruzaram o estreito, em meio à queda de negociações entre Irã e EUA.
- O Irã propôs encerrar o bloqueio em troca da retirada do programa nuclear do país das negociações, ideia que não deve ser aceita pelos EUA, segundo autoridades, com a interlocução intermediada pelo Paquistão.
Um superiate ligado ao bilionário russo Alexei Mordashov atravessou o estreito de Ormuz neste sábado, em meio a bloqueio de tráfego causado pelo conflito entre EUA e Irã. O navio Nord, de 142 metros, saiu de Dubai na tarde de sexta e cruzou a passagem no sábado, chegando a Muscat, em Omã, no domingo.
O iate, avaliado em mais de US$ 500 milhões, tem 20 cabines, piscina, heliponto e até um submarino próprio, segundo a edição especializada Superyacht Times. A embarcação seria de uma empresa russa associada à mulher de Mordashov, alvo de sanções dos EUA e da União Europeia.
Autoridades não divulgaram como a travessia foi autorizada. Com o estreito de Ormuz historicamente estratégico, o tráfego permanece reduzido desde o início das tensões entre EUA e Irã, ainda que alguns navios tenham passado nos últimos dias.
Contexto regional
Dados de navegação indicam que, nas últimas 24 horas, ao menos sete navios cruzaram a região, em grande parte cargueiros. Fontes de rastreamento apontam saídas de portos iraquianos e um navio de carga seca de origem iraniana.
Propostas envolvendo o estreito
O Irã apresentou uma proposta para abrir o estreito de Ormuz em troca da retirada do seu programa nuclear das tratativas com os EUA, segundo oficiais ouvidos sob anonimato. Entretanto, a ideia não estaria alinhada ao interesse do governo americano.
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