- Trump chamou o papa Leão XIV de “fraco no combate ao crime” e “péssimo para a política externa”, em disputa pública com o pontífice.
- Pesquisas mostraram vantagem do papa entre americanos: Reuters/Ipsos aponta 60% de visão favorável ao papa, frente 36% para Trump.
- The Economist/YouGov mostrou 48% apoiando o papa e 28% apoiando Trump; entre independentes, 50% ao papa e 15% a Trump.
- O papa disse não temer o governo Trump e afirmou não ter interesse em debater; Trump publicou imagem gerada por IA retratando Jesus, que depois apagou.
- Analistas dizem que a briga serve à estratégia de Trump de dominar a agenda pública, podendo afastar votos de católicos conservadores.
Trump intensifica troca de farpas com o papa Leão XIV, em meio a disputa política nos EUA. O presidente americano chamou o pontífice de fraco no combate ao crime e péssimo para a política externa, em meio a críticas públicas sobre o Irã. A briga ganhou as redes sociais após Trump compartilhar uma imagem gerada por IA que o retratava como Jesus, que ele apagou. O episódio elevou a tensão entre os dois líderes.
Pesquisas indicam impacto potencial sobre o voto católico conservador. Uma sondagem Reuters/Ipsos, de 21 de abril, aponta 60% de aprovação ao papa e 36% a Trump. Outra pesquisa, do The Economist-YouGov, mostra 48% a favor do papa e 28% a favor de Trump na questão iraniana, com 24% indecisos. Entre independentes, 50% apoiam Leão XIV, 15% apoiam Trump.
Questionado sobre as críticas, líderes e analistas destacam a tática de Trump de manter o foco da comunicação pública e influenciar a agenda. O arcebispo de Miami, Thomas Wenski, disse que o ataque funciona como distração de temas políticos sensíveis para o eleitorado.
O Papa Leão XIV respondeu, reiterando foco na paz e salientando que não é útil debater com o presidente. Fontes públicas indicam que a atitude do pontífice não busca confrontação direta e que ele prefere manter o foco em mensagens de serenidade e justiça.
Especialistas observam que o confronto pode dificultar o apoio entre católicos conservadores, especialmente por diferenças entre os papas sobre liturgia e tradições. Leão XIV, primeiro pontífice americano, domina o inglês e é reconhecido pela oratória, o que reforça a relação com eleitores nos EUA.
Em termos de cenário político, analistas veem o desgaste de Trump caso a pauta com o papa se consolide. A comparação com o confronto anterior com o Papa Francisco mostra que, neste momento, o apoio entre eleitores conservadores pode oscilar conforme o tom do debate.
Entre na conversa da comunidade