- Timmy, baleia-jubarte encalhada na baía da Alemanha desde março, foi colocada a bordo de uma balsa para ser transportada até o mar do Norte.
- A operação é financiada por dois milionários, um deles ligado à rede de varejo MediaMarkt; o custo não foi divulgado.
- Especialistas do Museu Oceanográfico Alemão alertam que as chances de sucesso são muito pequenas, devido ao estado de saúde do animal.
- As autoridades de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental disseram que a estratégia busca minimizar o estresse, rejeitando sacrifício para evitar sofrimento prolongado; o ministro do Meio Ambiente, Till Backhaus, apoiou a operação.
- A mobilização da população e a atuação de ativistas chamaram a atenção; internautas comemoraram a primeira etapa do resgate.
Timmy, uma baleia-jubarte encalhada na baía perto da ilha de Poel, na Alemanha, foi transferida nesta terça-feira para uma balsa estável, em operação de resgate financiada por dois milionários. O objetivo é conduzi-la ao Mar do Norte, onde águas são mais profundas, conforme anúncio dos organizadores.
A operação, que mobiliza grande parte da população alemã, tem sido alvo de controvérsia. O custo total não foi divulgado e a participação pública diverge entre apoio e críticas ao método de transporte. A iniciativa recebeu aval do Ministério do Meio Ambiente de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental.
Timmy estava sob observação desde março, após encalhes repetidos na região. Especialistas do Museu Oceanográfico Alemão alertaram para as baixas chances de sucesso, citando o estado de saúde precário. A avaliação indica que há alto estresse e risco de lesões durante o transporte.
Responsáveis e financiamento
O resgate é realizado por uma equipe privada, com aporte financeiro de dois milionários. Um deles estaria ligado à rede de lojas MediaMarkt. Constanze von der Meden, representante da missão, não respondeu a pedidos de comentário.
A baleia foi batizada em referência à praia de Timmendorfer, próxima ao local do encalhe. Cientistas indicaram que a localização sugeria desorientação ou doença, levando a repetidos encalhes em bancos de areia. Autoridades evitaram sacrifício para não provocar sofrimento prolongado.
Desde o início, autoridades ressaltaram que a meta é minimizar o estresse e preservar a saúde do animal. Ativistas acompanham a operação nas margens, enquanto moradores acompanhavam as etapas pelo acompanhamento remoto.
A operação ocorre em meio a debates públicos e a críticas sobre a intervenção privada no resgate de vida selvagem. As autoridades prometeram apurar eventuais denúncias e manter o público informado sobre o andamento do plano de transferência.
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