- O diplomata Ricardo Primo Portugal será o novo embaixador do Brasil na Coreia do Norte, indicado pelo presidente Lula e aprovado pelo Senado nesta terça-feira (28).
- A indicação recebeu quarenta e cinco votos favoráveis e nenhum contrário.
- Ricardo ingressou na carreira diplomática em 1998, com atuação em temas asiáticos e passagens por Equador, Bélgica e Albânia.
- Na sabatina da Comissão de Relações Exteriores do Senado, em fevereiro, apresentou plano de trabalho que prevê ampliar o relacionamento bilateral, manter investimentos bloqueados por sanções e retomar acordos agrícolas.
- A Coreia do Norte mantém relações com o Brasil desde 2001; o comércio bilateral caiu de US$ 378 milhões em 2008 para US$ 45 milhões em 2012, conforme parecer do senador Esperidião Amin, com o fluxo atual fortemente impactado por sanções e pela covid-19.
Ricardo Primo Portugal foi aprovado pelo Senado como o novo embaixador do Brasil na Coreia do Norte. A indicação, enviada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, recebeu 45 votos a favor e nenhum contra, nesta terça-feira 28.
O diplomata ingressou na carreira em 1998 e tem atuação voltada para temas asiáticos, especialmente China, Coreias e Sudeste Asiático. Também atuou em áreas consulares, de emigração e teve passagens pelo Equador, Bélgica e Albânia.
Durante a sabatina da Comissão de Relações Exteriores do Senado, em fevereiro, Portugal apresentou um plano de trabalho que visa ampliar o relacionamento bilateral, manter investimentos afetados por barreiras comerciais e retomar acordos na área agrícola.
Contexto histórico das relações Brasil-Coreia do Norte
A República Popular Democrática da Coreia mantém relações diplomáticas com o Brasil desde 2001. A primeira missão de diplomatas brasileiros a Pyongyang ocorreu em 2003, e a embaixada norte-coreana em Brasília foi instalada em 2005.
No parecer, o senador Esperidião Amin (PP-SC) destacou que o comércio bilateral, já modesto, caiu de aproximadamente US$ 378 milhões em 2008 para cerca de US$ 45 milhões em 2012. O parlamentar ressaltou ainda que, devido a sanções internacionais e ao fechamento de fronteiras por covid-19, o fluxo comercial recente tem sido praticamente inexistente.
Esta nomeação ocorre em um momento de tensão e de busca por maior atuação diplomática do Brasil na região asiática, com foco em cooperação econômica e diálogo institucional. A decisão do Senado reforça o objetivo de manter canais abertos entre os dois países.
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