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Conferência na Colômbia sobre fim dos combustíveis fósseis registra protestos

Protestos na conferência pela transição de combustíveis fósseis em Santa Marta envolvem bloqueio a porto de carvão e participação restrita de povos indígenas

Marcha pelo futuro livre dos combustíveis fósseis, durante a Taff ('Transitioning away from fossil fuels'), conferência para abandono dos combustíveis fósseis, em Santa Marta, na Colômbia
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  • A conferência Transitioning away from fossil fuels (TAFF) começou em Santa Marta, Colômbia, na sexta-feira passada e vai até quarta-feira, reunindo ministros para discutir o abandono dos combustíveis fósseis.
  • Na segunda-feira houve uma marcha pelo fim dos combustíveis fósseis, com manifestações que ocuparam ruas e interromperam uma entrevista coletiva de autoridades locais e holandesas.
  • Manifestantes bloquearam a frente de um porto dedicado ao transporte de carvão na região de Santa Marta, com faixas e símbolos contra o petróleo.
  • O Greenpeace realizou ações pela manhã, ocupando parte de uma praia e espalhando mensagens pela transição para energias renováveis.
  • Participantes de diversos países e povos indígenas estiveram presentes, mas a participação desses setores em debates de alto nível foi limitada; houve menções a conflitos no Irã e na Faixa de Gaza.

O protesto marcará o início da conferência internacional sobre abandonar os combustíveis fósseis, realizada em Santa Marta, Colômbia. A atividade reuniu manifestantes ao longo desta segunda-feira, 27, e seguiu para o centro histórico da cidade, antes de encerrar na praça Bolívar. O objetivo é pressionar pela transição energética e pela defesa de comunidades vulneráveis.

A maior mobilização envolveu a marcha pelo futuro sem combustíveis fósseis, com participação de representantes de diversos países e povos indígenas. Os organizadores destacaram a soberania das comunidades locais e criticas à captura de carbono. Alguns setores questionaram a participação destes grupos no segmento de alto nível do encontro.

Outras ações ocorreram pela manhã, quando ativistas ocuparam a frente de um porto da região dedicado ao transporte de carvão. Como parte das manifestações, eles exibiram faixas e símbolos que defendem energia solar e rejeição a combustíveis fósseis.

Pelas ruas de Santa Marta, indivíduos com máscaras de animais carregaram painéis solares e uma grande cobra de tecido, sinalizando oposição ao uso de carvão. Em paralelo, o Greenpeace ocupou parte de uma praia e escreveu mensagens na areia a favor de energias renováveis.

A conferência Transitioning away from fossil fuels (TAFF) reúne-se na cidade de sexta-feira, 24, e segue até quarta-feira, 29. O evento é descrito como o primeiro encontro internacional voltado à meta de abandono gradual dos fósseis pelo conjunto de nações participantes.

Os organizadores ressaltam que, apesar de haver espaços dedicados a discussões, a participação de comunidades indígenas e de povos afrodescendentes permanece aquém do esperado no momento de discussões de alto nível. A Folha acompanhou questionamentos sobre esse aspecto durante a programação.

Entre os temas apresentados, foram mencionadas críticas a cenários de guerras ligadas à instabilidade de combustíveis fósseis, com referência a situações no Irã e à crise na Faixa de Gaza. Os protestos buscaram associar a segurança energética a princípios de justiça climática.

Ao longo do dia, diversas ações mostraram a multiplicidade de vozes presentes no encontro, com pautas centradas em transição energética, soberania territorial e rejeição a mecanismos de carbono. O objetivo é apresentar alternativas de renováveis e reduzir dependência de combustíveis fósseis.

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