- O rei Charles III discursou no Congresso norte-americano, em Washington, buscando reforçar a parceria histórica entre Reino Unido e Estados Unidos.
- O objetivo é, segundo especialistas, acalmar tensões e costurar um caminho de atuação conjunta em um momento de atritos no Oriente Médio.
- O monarca é visto como jogando “dos dois lados”: aproximação com a União Europeia sem abrir mão dos Estados Unidos, em meio a pressões de Washington sobre irã.
- Sobre Emirados Árabes Unidos deixarem a Opep e a Opep+, o analista aponta que a decisão decorre de insatisfação antiga do grupo, já que os Emirados são o terceiro maior produtor do cartel.
- O professor ressalta que o Brasil não se beneficiaria ao entrar na Opep, porque sua exportação de combustível é equivalente à do Irã e aos Emirados Árabes Unidos.
Charles III discursou no Congresso dos EUA nesta terça-feira, em Washington, buscando reforçar a parceria histórica entre Reino Unido e Estados Unidos. O monarca destacou a importância da relação para o momento global, em meio a tensões no Oriente Médio e a divergência entre EUA e Europa sobre o Irã. A fala ocorreu após encontro com Donald Trump, enfatizando a vontade de manter alinhamento entre os dois países.
Especialistas veem o posicionamento do rei como tentativa de acalmar a diplomacia, evitando confrontos e abrindo caminho para cooperação. O professor de relações internacionais Alexandre Pires explica que o líder atua como chefe de Estado, promovendo continuidade da parceria. O debate é visto como tentativa de equilibrar interesses entre Estados Unidos e Europa.
O comentarista aponta que o Reino Unido atua de forma híbrida, aproximando-se da União Europeia sem afastar os EUA. Segundo ele, o país enfrenta pressão para escolher lados, especialmente em relação ao Irã, o que coloca o Reino Unido em posição de ellerar entre aliados históricos e parceiros europeus.
Emirados Árabes fora da Opep
Ao longo do dia, o tema do petróleo ganhou espaço com a notícia de que os Emirados Árabes Unidos deixaram a Opep e a Opep+. O especialista destaca que os Emirados são o terceiro maior produtor do cartel e possuem capacidade de produção acima do que demonstram atualmente. A saída, segundo ele, funciona como mecanismo de regulação da Opep: quando a organização quer aumentar a oferta, os Emirados têm capacidade ociosa; quando precisa diminuir, limitam-se.
O professor comenta ainda que a decisão não beneficia diretamente o Brasil, visto que as exportações de combustível brasileiras são comparáveis às do Irã e dos Emirados Árabes. O texto reforça que mudanças no cartel afetam o mercado global, inclusive o preço e a disponibilidade de petróleo.
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