- Emirados Árabes Unidos anunciaram a saída da Opep e da Opep+, confirmado pelo ministro de Energia, Suhail Mohamed al-Mazrouei, nesta terça-feira (29) após análise das políticas energéticas do país.
- A decisão não foi discutida com a Arábia Saudita, segundo o ministro, e representa um risco de desordem para o grupo.
- A saída ocorre em meio a tensões na região, com dificuldades de exportação pelo Estreito de Ormuz devido a ataques e ameaças envolvendo o Irã.
- O governo dos Emirados afirmou que a medida não deve impactar significativamente o mercado, citando a situação no estreito como fator já determinante.
- A decisão é visto como favorecendo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que criticou a Opep por supostos preços elevados, e ocorre após críticas dos Emirados à resposta de alguns aliados árabes aos ataques iranianos.
Os Emirados Árabes Unidos anunciaram nesta terça-feira (28) a saída da Opep e da Opep+, conforme confirmação do ministro de Energia Suhail Mohamed al-Mazrouei. A decisão ocorreu após avaliação das políticas energéticas regionais.
A saída, de longa data, ocorre em meio a tensões no Estreito de Ormuz e a desafios logísticos para exportação de petróleo, agravados pela guerra envolvendo EUA, Israel e Irã. O movimento é apresentado como política de produção futura do país.
Segundo Mazrouei, a decisão foi tomada de forma independente, sem consulta a nenhum outro país, e visa ajustar a estratégia de produção à realidade regional e global. Ele ressaltou que a medida não seria sensível ao mercado devido às condições do estreito.
A retirada representa um golpe para a Opep e seu líder de fato, a Arábia Saudita, em um momento de volatilidade global de preços de petróleo e de pressões por deslinks entre produção e segurança.
A saída ocorre em meio a dificuldades de passagem de navios pelo Estreito de Ormuz, rota que tradicionalmente responde por uma parte relevante do comércio mundial de petróleo e gás.
Na prática, a mudança pode alterar a coesão histórica do grupo, que costuma buscar posição comum sobre cotas e políticas de produção, ainda que haja desacordos internos entre os membros.
Anwar Gargash, conselheiro diplomático de Sheikh Mohammed bin Zayed Al Nahyan, criticou a resposta de países do Conselho de Cooperação do Golfo aos ataques iranianos, destacando falhas percebidas na coordenação regional.
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