- Os Emirados Árabes Unidos anunciaram a saída da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) a partir de 1º de maio.
- O UAE é o terceiro maior produtor do bloco, e a decisão ocorre após tensões sobre as cotas de exportação com a Arábia Saudita.
- A saída expõe um racha no grupo criado para coordenar a produção de petróleo, responsável por cerca de um terço da oferta global.
- A medida ocorreu também após críticas à falta de ação diante do bloqueio do estreito de Ormuz.
- O mercado já reagiu: o barril Brent chegou a US$ 111, o maior nível desde o início do mês, e há preocupação com disponibilidade de combustível de aviação na Europa.
Os Emirados Árabes Unidos anunciaram nesta terça-feira que deixarão a Opep a partir de 1º de maio. A decisão envolve o país, terceiro maior produtor do bloco, e expõe um racha dentro da organização que coordena a produção de petróleo.
A saída ocorre após anos de restrições para ampliar exportações por causa das cotas da Opep, gerando tensões com a Arábia Saudita, líder informal do grupo. Críticas também foram feitas ao tratamento do Estreito de Ormuz.
A medida enfraquece a Opep diante das dificuldades de exportação causadas pela guerra regional. O preço do Brent subiu, atingindo US$ 111 o barril, o maior nível desde o início do mês. Países europeus expressaram preocupação com combustível de aviação.
Impacto e motivações
Especialistas apontam que a mudança pode redesenhar acordos de produção entre grandes exportadores. Analistas lembram que o bloco mantém mais de um terço da oferta mundial de petróleo, cuja gestão está em xeque.
Autoridades dos Emirados não detalharam como ficará a participação do país no mercado global após a saída. A Opep informou que continuará operando com seus membros atuais e com países que já colaboram com o grupo.
Reações internacionais
Conversas diplomáticas devem ocorrer para minimizar impactos sobre contratos e fornecimentos. Observadores destacam que a decisão pode influenciar decisões de produtores não membros da Opep.
O acordo de saída entra em vigor em 1º de maio, conforme anúncio feito nesta semana. O mercado acompanha os desdobramentos e avalia efeitos sobre preços, oferta e logística de exportação.
Entre na conversa da comunidade