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EUA e Irã entram em confronto na ONU após Teerã ganhar vaga na conferência do TNP

EUA e Irã chocam na ONU ao discutir o programa nuclear iraniano e a escolha de Teerã como vice-presidente da conferência do TNP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chega para fazer um pronunciamento à nação sobre a guerra com o Irã na Casa Branca, em Washington, D.C., EUA, em 1º de abril de 2026. Alex Brandon/Pool via REUTERS TPX IMAGES OF THE DAY
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  • Estados Unidos e Irã entraram em choque na ONU sobre o programa nuclear iraniano e a escolha de Teerã como um entre dezenas de vice-presidentes na conferência de um mês sobre o TNP.
  • A 11ª conferência para analisar a implementação do Tratado de Não-Proliferação Nuclear começou na ONU, em Nova York, com a indicação de 34 vice-presidentes pela conferência.
  • O embaixador vietnamita Do Hung Viet, presidente da conferência, disse que o Irã foi escolhido pelo grupo de Estados não alinhados e outros.
  • Christopher Yeaw, da Administração de Controle de Armas dos EUA, chamou a escolha do Irã de afronta ao TNP e afirmou que o Irã não coopera com o órgão de fiscalização da ONU.
  • O Irã rebateu, afirmando que as críticas são infundadas e politicamente motivadas, ressaltando que Washington já utilizou armas nucleares e busca ser árbitro da conformidade.

Os Estados Unidos e o Irã entraram em choque na ONU nesta segunda-feira, em Nova York, durante a 11ª conferência para analisar a implementação do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), que entrou em vigor em 1970. O tema central foi a escolha do Irã para um posto de vice-presidente entre dezenas de representantes na conferência de um mês.

A ONU sediou a sessão, na qual grupos não alinhados indicaram 34 vice-presidentes da conferência. Do Hung Viet, embaixador do Vietnã junto à ONU, afirmou que o Irã foi escolhido pelo grupo em pauta, provocando críticas de Washington. Fiscal da pasta de Controle de Armas dos EUA descreveu a decisão como uma afronta ao TNP.

Christopher Yeaw, secretário-assistente do Escritório de Controle de Armas e Não Proliferação dos EUA, qualificou a escolha como constrangedora para a credibilidade do encontro. Ele alegou que o Irã demonstra, há anos, desprezo pelos compromissos de não proliferação e não coopera com o OIEA para esclarecer o seu programa.

Reza Najafi, embaixador do Irã na AIEA, contestou a avaliação norte-americana. Ele afirmou que a crítica é politicamente motivada e defende o direito iraniano de enriquecer urânio para fins pacíficos, conforme o país sustenta.

A questão nuclear tem sido o eixo de uma tensão que envolve os EUA e Israel contra o Irã, com o presidente dos EUA reiterando que o Irã não deve ter armas nucleares. Teerã sustenta que não busca armamento nuclear, enquanto a comunidade internacional mantém dúvidas sobre o histórico do programa.

Fontes iranianas apresentaram, nesta segunda-feira, uma nova proposta para encerrar o conflito. A proposta sugere suspender discussões sobre o programa nuclear até o fim do conflito, desde que as disputas sobre o transporte marítimo no Golfo Pérsico sejam resolvidas.

Durante a manhã, Trump e assessores de segurança discutiram o cenário com a Casa Branca divulgando, por meio de porta-voz, que as linhas vermelhas do presidente em relação ao Irã permanecem firmes. A mensagem foi repassada a repórteres, enfatizando a posição dos EUA.

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