- EUA analisam a proposta do Irã para reabrir o estreito de Hormuz, rota que movimenta cerca de um quinto do petróleo mundial.
- A proposta prevê flexibilizar o controle iraniano sobre Hormuz e encerrar o bloqueio aos portos do Irã, mas adia as negociações sobre o programa nuclear; as tratativas seriam em etapas.
- O presidente Donald Trump afirmou nas redes sociais que o Irã está em estado de colapso, enquanto a Casa Branca discute o plano com assessores de segurança.
- Segundo a imprensa iraniana, o Irã enviou mensagens escritas a Washington com mediação do Paquistão; Teerã defende que o tema nuclear seja discutido apenas após o fim da ofensiva militar.
- Ainda sem acordo, o conflito persiste e há avanços na expectativa de que o Irã imponha controle sobre Hormuz, inclusive com possível lei para submeter a passagem à autoridade das Forças Armadas.
A Casa Branca informou que analisa a proposta mais recente do Irã para reabrir o estreito de Hormuz, rota estratégica que concentra cerca de 20% do petróleo mundial. A ideia é flexibilizar o controle iraniano sobre a passagem, mantendo o aspecto de cessação do conflito.
Segundo relatos, a oferta também prevê o fim do bloqueio dos portos iranianos, mas adiaria as discussões sobre o programa nuclear. As negociações entre Washington e Teerã, já fragilizadas, não apresentaram avanços até agora.
O presidente Donald Trump se reuniu com seus principais assessores de segurança para discutir o plano iraniano. O Irã teria enviado mensagens escritas, com a mediação do Paquistão, conforme a agência Fars.
Contexto das negociações
O combinado anterior, firmado em 2015, restringiu o programa nuclear de Teerã. O acordo ruiu após a retirada dos EUA, sob o governo Trump. Enquanto o governo americano analisa a proposta, o Irã defende que o tema nuclear fique para depois, após o desfecho da crise no Golfo.
Avaliando o conteúdo, a Casa Branca ainda não se posicionou de forma definitiva. Portavóez da Casa Branca disse que a oferta está sendo discutida, e relatos indicam insatisfação com os termos apresentados.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, comentou que a proposta é melhor do que o esperado, mas questionou a sinceridade do plano, enfatizando a necessidade de impedir o desenvolvimento nuclear. O chanceler iraniano também reagiu.
O Irã argumenta que Washington não pode impor condições, e o porta-voz iraniano afirmou que o EUA deve abandonar exigências considerados ilegais. A ONU já teve participação diplomática sobre o tema.
O Irã também vê com ressalvas a condução das negociações, citando exigências excessivas de Washington. Islamabad e Moscou apareceram como cenários de apoio a Teerã, conforme relatos de autoridades iranianas.
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