- França apresentou, na abertura da Conferência de Santa Marta, em Colômbia, o roadmap para sair dos combustíveis fósseis e zerar a dependência até 2050.
- A matriz francesa depende fortemente da energia nuclear, responsável por cerca de 70% da eletricidade.
- O plano prevê fim gradual dos fósseis com datas: carvão até 2030, com usinas a carvão encerradas até 2027; petróleo até 2045; gás até 2050.
- Também inclui medidas setoriais, como proibição de novos sistemas de aquecimento a gás a partir de 2027 e apoio à eletrificação para cidadãos de renda baixa.
- A França afirmou ter se tornado um dos primeiros países a publicar um roadmap doméstico de transição; a Guiana Francesa aparece como área com desafios e oportunidades de exploração de petróleo.
A França apresentou, na plenária de abertura da Conferência de Santa Marta, na Colômbia, um roadmap para abandonar gradualmente os combustíveis fósseis. O anúncio ocorre enquanto a energia nuclear já responde por cerca de 70% da eletricidade do país. O objetivo é eliminar o carvão até 2030, o petróleo até 2045 e o gás até 2050, estabelecendo prazos firmes para cada etapa.
O plano integra a Guiana Francesa, onde existem dúvidas sobre novas frentes de exploração. Autoridades destacam que a experiência de mudanças já ocorreu na França continental, trazendo a necessidade de modelos de desenvolvimento alternativos para regiões com potencial de recursos naturais.
Detalhes do roadmap e prazos-chave
A transição envolve, além da eliminação de combustíveis fósseis, a redução gradual do carvão com fechamento de termelétricas previsto para 2027 e a eliminação total até 2030. A medida coloca a França entre os primeiros membros do G7 a definir esse cronograma para o fechamento de usinas a carvão.
O plano também foca na eletrificação da economia e em políticas de apoio à mobilidade elétrica para classes de renda mais baixa, com programas que já movimentaram a venda de milhares de veículos. A meta é tornar a eletrificação acessível como marco estratégico de soberania energética.
Perspectivas e impactos
Segundo autoridades francesas, a estratégia visa alcançar neutralidade climática até 2050, com produção de energia elétrica baseada majoritariamente em nuclear e renováveis. Em Santa Marta, representantes enfatizaram que escolhas ousadas podem coexistir com caminhos de desenvolvimento locais, evitando dependência de combustíveis fósseis.
Analistas pontuam que o roadmap pode influenciar debates internacionais sobre segurança energética, especialmente em contextos de tensões globais. A França também sinaliza alinhamento com diretrizes de cooperação climática para futuras cúpulas, incluindo a COP30.
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