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Gaúcha migra do Brasil após trauma com enchente histórica

Refugiada climática gaúcha muda-se para o Paraguai após enchentes de 2023 e 2024, recomeçando com lanche e comida de boteco

Renata de Brito mora há quase dois anos no Paraguai
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  • Renata de Brito, gaúcha de 44 anos, vendeu o sítio em Maquiné após as enchentes de 2023 e 2024 destruírem parte da propriedade.
  • Ela e o marido se mudaram para Hernandarias, no Paraguai, há quase dois anos, buscando evitar novas cheias e manter acesso ao Rio Grande do Sul.
  • A mudança ocorreu após as enchentes de 2023, quando o rio transbordou e a família precisou deixar o local; em 2024, novas inundações levaram o casal a partir novamente.
  • No Paraguai, abriram uma lanchonete que vende comida de boteco e sobremesas na Avenida Gastronômica, em Hernandarias, e Renata também faz vendas periódicas em Ciudad del Este.
  • A moradia no Paraguai foi escolhida pela proximidade com Itaipu e pela menor chance de enchentes, embora ainda haja tensões com chuvas fortes.

Renata de Brito, gaúcha de 44 anos, mudou-se do Brasil para o Paraguai após as enchentes de 2023 e 2024 no Rio Grande do Sul. Ela vende cachorro-quente e comida de boteco na Região de Ciudad del Este, em Hernandarias, Alto Paraná.

A decisão de deixar Maquiné, onde morava junto com o marido e quatro animais, foi motivada pelo medo de novas cheias. O casal enfrentou transbordamento do rio Maquiné e destruição parcial da propriedade, com prejuízos financeiros expressivos.

As enchentes de 2023 começaram com o avanço das águas no município de Maquiné, levando à necessidade de evacuação temporária. Em 2024, novas chuvas agravaram os impactos, estimulando a venda do sítio e a mudança para o Paraguai.

Mudança de vida

Em Hernandarias, Renata instalou uma lanchonete na Avenida Gastronômica, com foco em pratos simples e sobremesas. A localização fica às margens do lago de Itaipu, proporcionando circulação de clientes em área de lazer.

A morada atual fica a cerca de 1.000 quilômetros da antiga residência, próxima à Hidrelétrica de Itaipu. A escolha considerou menor risco de enchentes e facilidade para visitar o Rio Grande do Sul.

Condição climática e perspectivas

Renata descreve a experiência como mudança permanente, com forte influência do cenário climático sobre a vida diária. Ela comenta que a incerteza continua presente mesmo em dias de tempo estável.

A decisão de migrar teve apoio de amigos e levou o casal a levar quatro gatos e quatro cachorros ao novo lar. O negócio no Paraguai surgiu como forma de reconstruir a rotina após o trauma das inundações.

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