- Iniciaram os argumentos iniciais do julgamento entre Elon Musk, Sam Altman e a OpenAI na Califórnia, com jurados conhecendo versões da história da empresa de IA.
- Musk afirma que Altman, a OpenAI e o presidente Greg Brockman violaram um acordo fundamental ao pivotar a organização de sem fins lucrativos para um formato com fins lucrativos, enriquecendo os cofundadores durante o crescimento da empresa.
- OpenAI nega as acusações, dizendo que o caso é movido por ciúmes e descreve Musk como um cofundador ressentido, que busca vingança após não ter controle total, além de alegar que ele lançou a própria empresa concorrente, a xAI.
- O processo ocorre após anos de atrito entre Musk e Altman, com a seleção de júri realizada na segunda-feira e início dos depoimentos previstos para breve; o juiz ressaltou que o caso não abordará detalhes técnicos.
- O resultado pode impactar o futuro da OpenAI, que mira abrir o capital com valuation próximo a um trilhão de dólares; Musk busca desfazer a reorganização corporativa e obter cerca de 134 bilhões de dólares em danos.
O julgamento entre Elon Musk, Sam Altman e a OpenAI começou de forma mais assertiva nesta terça-feira, com as arguments de abertura. Advogados tentam convencer a jurados da Califórnia sobre a visão de cada lado sobre a história da empresa de IA. A ação envolve a depreciação de acordos e mudanças estruturais da OpenAI.
Musk acusa Altman, OpenAI e seu presidente Greg Brockman de violarem um acordo fundamental ao transformar a organização de um grupo sem fins lucrativos para um modelo com fins lucrativos. O empresário saiu da OpenAI em 2018, após cofundá-la com Altman e Brockman três anos antes, e afirma que os outros só enriqueceram estruturalmente a empresa.
OpenAI rebate as alegações, afirmando que o caso é movido por inveja e descrevendo Musk como um cofundador ressentido que busca vingança por perder o controle. A defesa também sustenta que Musk criou a xAI, concorrente, lançando a acusação de que o processo visa apenas atrapalhar a empresa.
Ambiente do tribunal e participação das testemunhas
Na madrugada de terça, houve filas em frente ao tribunal federal de Oakland, com imprensa, equipes jurídicas e observadores. Altman e Brockman estavam no local na segunda-feira; Musk não apareceu nesse primeiro contato. Os líderes passaram pela segurança com diferença de cerca de 15 minutos na manhã seguinte.
A disputa, que se arrasta há anos, tem potencial impacto decisivo para a OpenAI, que planeja abrir o capital ainda neste ano, com uma avaliação estimada em 1 trilhão de dólares. Musk busca desfazer a reorganização corporativa e afastar Altman do cargo de CEO, além de exigir danos na casa de bilhões de dólares.
Processo e próximos passos
Na segunda-feira, nove jurados foram selecionados após um dia inteiro de avaliação, incluindo questionários sobre sentimentos em relação à IA e a Musk. A juíza Yvonne Gonzalez Rogers assegurou que o caso não deve entrar em detalhes técnicos do tema.
O júri deve trabalhar por cerca de três semanas. Entre possíveis testemunhas estão o CEO da Microsoft, Satya Nadella, e Shivon Zilis, executiva da Neuralink e mãe de quatro filhos de Musk. A presença dessas testemunhas ainda não é confirmada, mas é considerada provável.
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