- Irmão de Virginia Giuffre, Sky Roberts, critica o rei Charles III por não se encontrar com sobreviventes de abuso de Jeffrey Epstein durante a visita aos Estados Unidos.
- Roberts participou de uma mesa-redonda organizada pelo representante Ro Khanna, que discute a transparência dos arquivos de Epstein e as vítimas Giuffre, Sharlene Rochard e Danielle Bensky.
- Khanna escreveu ao rei pedindo que ele se encontrasse privadamente com sobreviventes para ouvi-los diretamente sobre falhas do sistema e responsabilização.
- Um advogado de Charles e Camilla informou que o rei não se reuniria com as vítimas durante a visita, citando investigações policiais em curso no Reino Unido.
- Giuffre morreu em 2025 e o caso envolvendo Prince Andrew, ligado a Epstein, tem histórico de acusações, processos e mudanças na posição pública da família.
O irmão de Virginia Giuffre criticou o rei Charles III por não se encontrar com as sobreviventes do abuso ligado a Jeffrey Epstein durante a viagem dele aos Estados Unidos nesta semana. Sky Roberts afirmou que as vítimas continuam buscando voz e responsabilidade, enquanto figuras poderosas associadas ao caso seguem distantes.
Roberts participou de uma mesa-redonda organizada pelo deputado californiano Ro Khanna, que elaborou a Epstein Files Transparency Act. Além de familiares de Giuffre, participaram sobreviventes e representantes de organizações de direitos humanos e de mulheres.
O encontro ocorreu antes do discurso do rei ao Congresso, na terça-feira. Khanna havia enviado, no mês anterior, uma carta ao monarca pedindo que ele ouvisse as vítimas em privado.
Contexto e desdobramentos
Segundo a imprensa, um advogado que representa Charles e Camilla afirmou que o rei não se reuniria com as vítimas durante a visita, citando investigações policiais em curso no Reino Unido. O comunicado ressaltou o apoio dos royals às vítimas de abuso.
Giuffre foi uma das mais proeminentes acusadoras de Epstein. As relações entre Epstein e o irmão de Charles, Andrew, já tiveram ampla repercussão no Reino Unido, alimentando controvérsias que se estendem até os últimos anos.
Em 2025, Giuffre cometeu suicídio; seu livro foi publicado postumamente no mesmo ano. Andrew foi privado de títulos militares e patronatos, após várias controvérsias ligadas ao caso. A Justiça dos EUA divulgou recentemente documentos que reacenderam o debate sobre o tema.
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