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Irã diz que EUA não podem ditar política após críticas de Trump a proposta

Irã afirma que EUA não podem ditar políticas a países independentes, enquanto Trump critica nova proposta iraniana e negociações seguem com mediação paquistanesa

O presidente americano, Donald Trump, durante coletiva de imprensa na Casa Branca, no último domingo (26).
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  • Irã disse que os Estados Unidos não podem mais ditar políticas a nações independentes, em resposta a reportagens de que Donald Trump estaria descontente com a nova proposta iraniana.
  • A proposta iraniana, segundo a imprensa americana, foi enviada a Washington por mensagens escritas com a ajuda do Paquistão, e define linhas vermelhas como o programa nuclear e a reabertura do Estreito de Ormuz.
  • O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que o conteúdo é “melhor” do que Washington imaginava, mas questionou a viabilidade do acordo que impeça o desenvolvimento de uma arma nuclear.
  • Abbas Araghchi permaneceu em Islamabad, além de passar por Omã e ter encontro em São Petersburgo com o presidente Vladimir Putin, destacando que a abordagem dos EUA prejudicou negociações anteriores.
  • O Irã declarou estar pronto para compartilhar capacidades de defesa com países independentes, em meio a uma reunião de ministros da Defesa da Organização de Cooperação de Xangai no Quirguistão.

O Irã afirmou nesta terça-feira que os Estados Unidos não podem mais ditar políticas a nações livres. A declaração veio logo após a imprensa dos EUA informar que Donald Trump estaria descontente com a nova proposta iraniana para encerrar a crise no Oriente Médio. A resposta de Teerã ocorreu de modo oficial, via porta-voz do Ministério da Defesa, e reforçou que Washington deve abandonar exigências consideradas ilegais e irracionais.

Segundo a imprensa norte‑americana, o presidente americano avaliou a proposta iraniana como inadequada, sobretudo por não atender às condições que ele define para o abandono do programa nuclear. A fonte, anônima, afirmou que Trump discute o tema com seus conselheiros e que o texto iraniano seria apresentado paralelamente ao cessar‑fogo mediado pelo Paquistão.

A Casa Branca confirmou que Trump manteve conversas com a equipe de segurança nacional sobre a oferta iraniana, mas não confirmou uma recusa formal. A imprensa informou que o plano não foi oficializado como acordo, enquanto as negociações seguem em aberto.

No fim de semana, Trump optou por não enviar representantes a Islamabad para a segunda rodada de negociações com autoridades iranianas. Em entrevista à Fox News, ele disse que os iranianos sabem o que o acordo precisa incluir para evitar a obtenção de armas nucleares.

Conteúdo da proposta

A Fars informou que o Irã enviou a proposta por meio de mensagens escritas com a participação do Paquistão, mediador no processo. O texto descreve as “linhas vermelhas” para as negociações, incluindo o programa nuclear e a abertura do Estreito de Ormuz, segundo a imprensa dos EUA.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou, em entrevista à Fox News, que o conteúdo pode superar expectativas, mas ressaltou a necessidade de garantir que qualquer acordo impeça o desenvolvimento de armas nucleares a qualquer tempo. A declaração foi feita durante comentários à emissora.

Fontes iranianas de alto escalão indicaram que Abbas Araghchi discutiu a nova proposta em Islamabad, antes de deslocar‑se para Omã, que tem atuado como mediador, e depois para a Rússia. Em São Petersburgo, o ministro avaliou que a culpa pelo impasse recai sobre a política dos EUA.

Aragchi também afirmou que a guerra no Oriente Médio evidenciou a força da República Islâmica e seu papel estável no cenário regional. Paralelamente, Reza Talaei‑Nik, porta‑voz do Ministério da Defesa, disse que o Irã está pronto para compartilhar capacidades de defesa com países independentes, em referência a uma reunião da OCS no Quirguistão.

A Rússia, a China e outros membros da Organização de Cooperação de Xangai participam do encontro, que discute questões de segurança e defesa regional. Em meio a tensões, Teerã continua avançando com contatos diplomáticos e negociações com potências regionais e globais.

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