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ISIS assume responsabilidade por ataque na Nigéria que deixou 29 mortos

O Estado Islâmico assumiu a responsabilidade pelo ataque em Adamawa que matou 29 pessoas ao atacar um campo de futebol e incendiar casas em Guyaku

Attacks linked to Islamic State group fighters have been reported in north-east Nigeria in recent years
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  • O grupo Estado Islâmico assumiu a responsabilidade pelo ataque em uma vila no estado de Adamawa, no nordeste da Nigéria, que deixou pelo menos 29 mortos.
  • Milicianos invadiram um campo de futebol onde as pessoas estavam reunidas e abriram fogo, depois incendiaram casas, locais de culto e motos.
  • O ataque ocorreu na vila de Guyaku, no local governo de Gombi, e durou várias horas, segundo autoridades locais.
  • A região continua tensa, com muitas famílias abandonando casas por temores de novos ataques; o governador prometeu operações de segurança para restabelecer a paz.
  • O país enfrenta turbulência ligada a ataques de grupos extremistas na região, que já viu ações de Boko Haram e de frações associadas ao ISIS nos últimos anos, em meio a eleições nacionais em janeiro.

O ataque ocorreu na vila de Guyaku, no município de Gombi, estado de Adamawa, no nordeste da Nigéria. Gunmen abriram fogo em praça de futebol onde moradores se reuniam, após o que casas, locais de culto e motos foram incendiados. Pelo menos 29 pessoas morreram, segundo autoridades locais.

Autoridades locais e moradores descrevem uma ofensiva rápida e violenta, com ataques que duraram várias horas. O episódio ocorreu em uma região já marcada por violência de milícias locais, gangues e grupos ligados ao EI.

O grupo extremista Islã Estado (IS, na sigla em inglês) assumiu a responsabilidade pelo ataque, sem detalhar o motivo. Um porta-voz do governo estadual informou que a operação foi interrompida pela presença de segurança e que medidas estão sendo tomadas para restabelecer a tranquilidade.

O governador do estado, Ahmadu Umaru Fintiri, mostrou-se na cena e classificou o ataque como um afronta à humanidade. Em nota, o gabinete de imprensa citou ações de segurança ampliadas para reconquistar a confiança dos moradores.

A região fronteiriça com Camarões tem registrado repetidos ataques de gangues locais e de facções ligadas ao IS nos últimos anos. O governo federal enfrenta pressão para reduzir a violência antes das eleições gerais de 2026. Fontes locais destacam que a situação permanece tensa na área.

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