- O peixe-caracol foi registrado a 8.336 metros de profundidade na Fossa de Izu-Ogasawara, no Japão, pela expedição indicada pelo CNA, que tem 3,15 milhões de inscritos.
- Essa é a observação mais profunda de um peixe já feita na história da exploração oceânica.
- Pesquisadores da Universidade da Western Australia dizem que essa profundidade fica perto do limite teórico de metabolismo de vertebrados.
- O animal não tem escamas nem pigmentação; pele transparente reduz gasto de energia e facilita a flutuação em ausência de luz.
- Câmeras autônomas com iscas, usadas por equipes de Tóquio e da Austrália Ocidental, registraram o comportamento e a alimentação do peixe em águas frias.
O peixe-caracol vive a 8.336 metros de profundidade na Fossa de Izu-Ogasawara, no Japão, segundo a expedição acompanhada pelo CNA, canal com 3,15 milhões de inscritos. A observação marcou a mais profunda registrada para um peixe.
A equipe registrou que a espécie Pseudoliparis sobrevive sob pressão extrema, equivalente ao peso de centenas de elefantes. O ambiente é ultrabaissal, com escuridão total e água a temperaturas próximas de zero.
O peixe-caracol não possui escamas nem ossos rígidos. Seu corpo gelatinoso elimina espaços de ar, evitando a compressão. Proteínas especiais estabilizam células, tornando possível a vida sob essa pressão.
Captura e registro da expedição
As universidades de Tóquio e da Austrália Ocidental apoiaram a operação. Câmeras autônomas, equipadas com iscas, foram usadas para atrair o animal em águas frias e profundas. Sensores dimensionais seguiam a densidade hídrica.
As equipes buscaram entender o comportamento e a alimentação do peixe. O registro em 8.336 metros amplia o conhecimento sobre limites biológicos e técnicas de observação em ambientes extremos.
Implicações científicas
Estudar o peixe-caracol ajuda a entender como a vida pode existir em oceanos alienígenas de outros corpos celestes, como luas geladas. A adaptação extrema sugere caminhos biológicos alternativos para enfrentar pressões elevadas.
A pesquisa destaca que os limites da vida são mais flexíveis do que se imaginava. O fosso abissal pode servir como laboratório natural para entender a biologia de ambientes extremos na Terra e além.
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