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Justiça neerlandesa bloqueia sede do Cervantes em Utrecht por laudos renováveis

Tribunal da Haia autoriza embargo da sede do Instituto Cervantes em Utrecht por débitos de laudos de renováveis, visando garantir 106 milhões de euros à Eurus Energy

Vista de la biblioteca del Instituto Cervantes en Utrecht, Países Bajos.
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  • Tribunal de Haia autorizou embargo preventivo do Instituto Cervantes em Utrecht para garantir indenização de 106 milhões de euros a Eurus Energy, filiar da Toyota, referente ao recorte de prêmios às renováveis em 2013.
  • O imóvel fica no Domplein, no centro histórico de Utrecht, e tem valor estimado de cerca de 10 milhões de euros; se o embargo for efetivado, o ativo pode ser leiloado.
  • A medida integra estratégia de investidores para cobrar laudos arbitrais que somam aproximadamente 1,7 bilhão de euros, com outros Embargos já ocorrendo em Londres, Bruxelas e EUA.
  • Espanha nega o pagamento, alegando necessidade de autorização da Comissão Europeia para evitar violação de regras de ajuda estatal; a Comissão tem se manifestado, em casos semelhantes, contra tais indemnizações.
  • Do total de 10,635 bilhões de euros requeridos em 51 ações, o saldo caiu para cerca de 1,8 bilhão; apenas um investidor extracomunitário, JGC, já recebeu pagamento.

O tribunal de Haia autorizou o arresto preventivo do edifício do Instituto Cervantes em Utrecht, na Holanda, por falta de pagamento de laudos ligados ao recorte de incentivos às renováveis. A decisão visa garantir uma indenização de 106 milhões de euros reconhecida à Eurus Energy, filial da Toyota.

O embargo envolve o imóvel histórico, situado no Domplein, no centro de Utrecht. A avaliação aponta que o prédio vale cerca de 10 milhões de euros e pode ser leiloado caso a medida seja efetivada judicialmente.

Os credores, investidores que adquiriram direitos de cobrança, executaram a medida após a recusa da Espanha em quitar o laudo arbitral. A arbitral reconheceu o direito da Eurus ao ressarcimento pelos cortes de 2013 às primas das renováveis.

A decisão de Haia foi proferida no dia 19 de março de 2026, segundo fontes próximas aos fundos credores. Ela se soma a outros embargos preventivos em jurisdições internacionais, usados para assegurar parte dos valores arbitrados.

O objetivo dos investidores é ampliar a pressão para obter o cumprimento dos laudos, que somam cerca de 1,7 bilhão de euros mais encargos. Em diferentes países, similares bloqueios já atingiram sedes de instituições públicas e de empresas estatais.

A Espanha sustenta que o TJUE limita arbitragens entre investidores e Estados europeus e que requer autorização da Comissão Europeia para evitar conduta ilegal de subsídio estatal. Bruxelas já sinalizou que algumas indenizações podem ser proibidas.

Até o momento, o montante efetivamente pago aos investidores estrangeiros é inferior a 2 bilhões de euros, com várias disputas ainda em andamento. Os credores argumentam que mais embargos podem ocorrer caso não haja acordo ou pagamento.

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