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Milhões no Irã enfrentam desemprego; guerra completa atinge dois meses

Desemprego em massa no Irã, em dois meses de guerra, eleva pobreza e inflação, ampliando a vulnerabilidade de famílias e de setores industriais

Pessoas caminham perto de um mural com imagens do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e do líder da Revolução Islâmica do Irã de 1979, o aiatolá Ruhollah Khomeini, em uma rua de Teerã, Irã, em 17 de fevereiro.
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  • Milhões de iranianos ficaram desempregados em dois meses de conflito, atingindo setores como refinarias, indústria têxtil, caminhoneiros, comissários de bordo e jornalistas.
  • A renda per capita caiu de US$ 8 mil em 2012 para US$ 5 mil em 2024, com inflação, sanções e corrupção agravando a vulnerabilidade; o PNUD estima que até 4,1 milhões de pessoas podem entrar na pobreza por causa do conflito.
  • Mais de vinte e três mil fábricas e empresas foram atingidas, com um milhão de empregos diretos perdidos e outro milhão indiretos, impactando a indústria pesada.
  • A interrupção do transporte marítimo e das importações elevou o risco econômico, com estimativas de que cinquenta por cento dos empregos estejam em risco e cinco por cento da população possa cair na pobreza, segundo especialistas.
  • O número de pedidos de seguro-desemprego subiu para 147 mil nos últimos dois meses; a inflação anual março atingiu setenta e dois por cento, e o acesso à internet limitado prejudica especialmente as mulheres que trabalham em casa.

Milhões de iranianos enfrentam desemprego ao completar dois meses de conflito com impactos econômicos intensos, segundo dados oficiais e analistas. A guerra desencadeou queda da renda per capita, inflação elevada e interrupção de importações, ampliando a pobreza.

A renda nacional per capita caiu de cerca de US$ 8 mil em 2012 para US$ 5 mil em 2024, conforme indicadores oficiais. O PNUD estima que até 4,1 milhões de pessoas adicionais possam entrar na pobreza devido ao conflito. A combinação de sanções e combate agrava a vulnerabilidade.

Desemprego em alta

Entre os trabalhadores que perderam o emprego surgem perfil diversificado: operários de refinarias, indústria têxtil, caminhoneiros, comissários de bordo e jornalistas. O peso recai sobre setores pesados já deficitários. O impacto direto é estimado em um milhão de empregos perdidos, segundo o vice-ministro do Trabalho, Gholamhossein Mohammadi, com mais um milhão de demissões indiretas, apontam fontes locais.

Impactos na economia e no comércio

A interrupção do transporte marítimo frusta importações e piora a situação de empresas. Analistas apontam que metade dos empregos no país pode ficar em risco, com mais 5% da população empurrada para a pobreza, conforme estimativas de especialistas. Dados oficiais indicam aumento acentuado de pedidos de seguro-desemprego, com 147 mil solicitações nos últimos dois meses.

Inflação e setor produtivo

A inflação anual chegou a 72% em março, com elevação ainda maior para itens de primeira necessidade. Ativos estratégicos, como grandes complexos petroquímicos e siderúrgias, sofreram ataques que provocaram licenças não remuneradas e suspensões temporárias. Duas siderúrgicas de peso, Mobarakeh e Khuzestan, negam demissões em massa.

Setores específicos e empresas

A indústria pesada registra prejuízos generalizados, espalhando-se pela economia. A Maral Sanat, fabricante de reboques próxima à fronteira com o Azerbaijão, demitiu 1.500 trabalhadores pela falta de aço. Entre as maiores têxteis, a Borujerd desligou 700 funcionários. Notas oficiais apontam que algumas grandes siderúrgias não confirmaram demissões.

Conectividade e desigualdade de gênero

A internet limitada agrava a renda de quem trabalha de casa, sobretudo mulheres. Em Isfahan, uma professora de alemão online relata queda na demanda e dificuldade de acesso a plataformas confiáveis. Dados indicam que um terço das solicitações de seguro-desemprego foi registrado por mulheres desde o início do conflito.

Contexto político e social

O conjunto de medidas econômicas do governo é alvo de críticas, em meio a receitas estatais reduzidas e queda de confiança. O governo sustenta que as medidas visam mitigar impactos, mas a sociedade observa agravamento da pobreza e da vulnerabilidade social.

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