- O ministro francês do Comércio Exterior, Nicolas Forissier, afirmou que o acordo Mercosul-UE é “muito positivo” para Mercosul e países europeus, especialmente a França.
- França votou contra o acordo, como forma de sinalizar exigências a determinados setores, sem rejeitar os países do Mercosul.
- Lula promulgou o tratado em cerimônia no Palácio do Planalto, em 28 de abril de 2026.
- Forissier disse que é necessário que produtos do Mercosul atendam às exigências já aplicadas a agricultores europeus, regra que deve valer para todos os acordos.
- A União Europeia assinou acordos com a Índia e com a Austrália em 2026; o Parlamento Europeu vai à Justiça para avaliar o equilíbrio comercial do Mercosul-UE, com decisão prevista em pelo menos dois anos, mantendo tarifas reduzidas até então.
Nicolas Forissier, ministro delegado do Comércio Exterior da França, afirmou nesta terça-feira 28 de abril de 2026 que o acordo Mercosul-UE é muito positivo para os países envolvidos. O acordo foi assinado em 17 de janeiro de 2026, em Assunção, no Paraguai, e a França havia se oposto ao texto por determinação do presidente Emmanuel Macron. Na mesma semana, Lula da Silva assinou a promulgação do tratado no Palácio do Planalto.
Forissier explicou que a oposição francesa não foi contra o Mercosul, mas uma forma de sinalizar exigências em relação a determinados setores. Ele ressaltou que a posição foi uma forma de pressionar a UE a considerar condições específicas para proteger interesses britânicos? No entanto, a fala foi pela prefeitura diplomática, não um posicionamento institucional adicional.
O ministro também destacou a necessidade de que produtos do Mercosul atendam a exigências semelhantes às aplicadas aos produtores europeus, afirmando que tais critérios devem valer para todos os acordos. Além do Mercosul-UE, a França mencionou acordos com a Índia, concluídos em janeiro, e com a Austrália, em março, como parte da diversificação do comércio europeu.
Contexto e desdobramentos
O Parlamento Europeu aprovou a revisão jurídica do Mercosul-UE para verificar impactos no equilíbrio comercial entre os dois blocos, com análise estimada em pelo menos dois anos. Enquanto isso, a redução gradual de tarifas continua vigente até a decisão final.
A notícia confirma que o tema rende debates internos na UE quanto a garantias para setores agrícolas europeus e a viabilidade de ajustes aos termos do acordo. A reportagem é com base em informações do Poder360. O editor sênior Paulo Silva Pinto esteve em Paris a convite do governo da França.
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