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Embaixador dos EUA na Ucrânia nomeado por Trump renuncia após menos de um ano

Embaixadora interina dos EUA na Ucrânia encerra mandato em menos de um ano e se aposenta em junho de 2026, conforme diplomacia prioriza cessar-fogo

Julie Davis, acting US ambassador to Ukraine, has stepped down from her post.
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  • A embaixadora interina dos EUA na Ucrânia, Julie Davis, vai deixar o cargo em menos de um ano, conforme o Departamento de Estado.
  • O Departamento de Estado afirma que a decisão é de aposentadoria e não envolve diferenças com o ex-presidente Donald Trump.
  • Davis atua como charge d’affaires na Ucrânia, sem ter sido embaixadora com nomeação do Senado, e também atua como embaixadora dos EUA em Chipre desde 2023.
  • Ela foi designada pela administração de Trump em maio do ano passado, após a saída de Bridget Brink.
  • Brink, atual candidata democrata ao Congresso, criticou o que chamou de “conciliação” com a Rússia e disse ter ficado alarmada com opressure de Trump sobre a Ucrânia.

O embaixador interino dos EUA na Ucrânia anunciará sua saída do cargo após menos de um ano à frente das relações diplomáticas, segundo o Departamento de Estado. A saída ocorre em um momento de pausa nas negociações para um cessar-fogo e encerramento da invasão russa.

Julie Davis, que atuava como chefe da embaixada, ficou desconfortável com o que observou como falta de apoio de Washington à Ucrânia. O Financial Times cita fontes não identificadas para apresentar esse retrato, enquanto o Departamento de Estado afirma que não houve desentendimentos desse tipo.

O Departamento esclarece que Davis se aposentará e deixará Kyiv em junho de 2026, mantendo o cargo de embaixadora na CPA (Chip) de Chip, ou seja, com dupla função. Ela foi nomeada pelo governo de Donald Trump em maio do ano anterior, substituindo Bridget Brink, que deixou o posto.

Contexto

Brink havia sido nomeada pelo então presidente Joe Biden e hoje concorre ao Congresso pelo Partido Democrata. Desde janeiro de 2025, Trump intensificou críticas à Ucrânia por supostos faltares de concessões que, segundo ele, favoreceriam a Rússia. O relacionamento entre Trump, Zelensky e a política de segurança na região tem gradualmente se tornado mais contencioso.

A administração de Trump tem pressionado para que Kyiv aceite um acordo de paz com a Rússia, algo que envolve possíveis concessões territoriais. Até o momento, as negociações cessaram de forma mais ampla, com foco da política externa norte-americana voltado para outras áreas de conflito.

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