Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

MSF denuncia uso de privação de água por Israel contra palestinos em Gaza

MSF denuncia uso de privação de água como arma em Gaza, com destruição de cerca de 90% da infraestrutura hídrica e de saneamento, agravando crise humanitária

Crianças palestinas no campo de refugiados de Bureij enchem seus recipientes com água dos caminhões-pipa após ataques israelenses destruírem a infraestrutura na Cidade de Gaza. 28/04/2026
0:00
Carregando...
0:00
  • MSF acusa autoridades de Israel de uso deliberado da privação de água como arma em Gaza, em meio à destruição de infraestrutura e a ataques a serviços de saúde e moradias.
  • Cerca de 90% da infraestrutura de água e saneamento em Gaza foi destruída ou danificada, incluindo usinas de dessalinização, poços e redes de esgoto.
  • Bloqueios de suprimentos e ordens de deslocamento dificultam atuação humanitária; entre maio e novembro de 2025, uma em cada cinco distribuições de água não atendeu à demanda.
  • A falta de água potável, associada a más condições de vida, superalotação e sistema de saúde em colapso, aumenta o risco de doenças; negar água é considerado crime de guerra por especialistas da ONU.
  • O estudo sobre reconstrução aponta US$ 71,4 bilhões para Gaza nos próximos dez anos; mais de 371 mil residências danificadas ou destruídas e mais de 60% da população sem moradia.

Um relatório divulgado nesta terça-feira, 28, pela Médicos Sem Fronteiras acusa autoridades de Israel de usar a privação de água como arma contra a população na Faixa de Gaza. A entrega de água potável é descrita como deliberadamente dificultada, ao lado de destruição de infraestrutura de saúde e moradias.

Segundo o documento, há destruição ou dano a cerca de 90% da estrutura de água e saneamento de Gaza, incluindo usinas de dessalinização, poços e sistemas de esgoto. São relatados ataques a caminhões-pipa identificados e aoções que atingem poços.

A MSF aponta que a escassez é agravada pelo bloqueio à entrada de materiais para o abastecimento de água e por ordens de deslocamento emitidas pelo Exército israelense, dificultando a atuação de equipes humanitárias.

Pais e mães enfrentam riscos adicionais, pois muitos tentam obter água e acabam feridos ou mortos. A organização alerta que a privação de água, aliada a habitações superlotadas e sistema de saúde colapsado, aumenta o risco de doenças.

Especialistas das Nações Unidas classificam a negação de água como violação ao Direito Internacional Humanitário e às convenções de Genebra, qualificando-a como crime de guerra, conforme o relatório.

Destruição e bloqueio

O estudo aponta que, desde outubro de 2023, itens como combustível, geradores e químicos para tratamento de água foram restritos, prejudicando o funcionamento dos sistemas de abastecimento. Entre maio e novembro de 2025, uma em cada cinco distribuições de água da MSF não atingiu a demanda.

O texto ressalta ainda que a situação de água potável impacta a saúde pública, com aumento de doenças respiratórias, dermatológicas e diarreias entre a população de Gaza.

O relatório também insere o contexto de danos maiores na região. Dados da ONU e da União Europeia estimam necessidade de US$ 71,4 bilhões para reconstrução na próxima década, com US$ 26,3 bilhões para os primeiros 18 meses.

Estes números incluem danos a residências, escolas e infraestrutura de serviços essenciais. Mais de 371 mil moradias foram danificadas ou destruídas, e a economia do território caiu cerca de 84%.

Ao menos 72 mil palestinos morreram e 172 mil ficaram feridos desde 7 de outubro de 2023, segundo fontes médicas citadas pelas Nações Unidas. Cerca de 1,9 milhão de pessoas foram deslocadas.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais