- Em 2025, nasceram 654,3 mil bebês na Alemanha, queda de 3,4% em relação a 2024, segundo o Destatis, quarto ano seguido de queda.
- O total de mortes ficou em cerca de 1,01 milhão, gerando um déficit de nascimentos de 352 mil, o maior do período pós‑guerra.
- Resultados finais sobre nascimentos devem sair em julho de 2026; a tendência é atribuída à pouca reposição de pessoas nascidas na década de noventa e à queda da taxa de fecundidade desde 2022.
- Em 2024, cerca de 19 milhões de alemães tinham 65 anos ou mais (aproximadamente 23% da população); em 1991 esse grupo era 15% da população.
- Uma comissão de aposentadorias deve apresentar propostas de reforma em 30 de junho; o chanceler Friedrich Merz disse que a aposentadoria estatal é apenas uma “provisão básica” complementada por outras fontes de renda, causando críticas de sindicatos e do SPD.
Em 2025, a Alemanha registrou o menor número de nascimentos desde 1946, segundo dados oficiais. Foram aproximadamente 654,3 mil nascimentos, ante 677.117 em 2024, uma queda de cerca de 3,4%. O estudo é divulgado pelo Destatis, o departamento federal de estatísticas.
O déficit de nascimentos ocorreu enquanto o país manteve um alto nível de mortalidade. No total, cerca de 1,01 milhão de óbitos foram registrados em 2025, resultando num déficit de 352 mil nascimentos, o maior da era pós-Guerra. Resultados finais devem ser divulgados em julho de 2026.
A queda tende a refletir dois fatores: menos pessoas nascidas na década de 1990 atingindo a idade fértil e uma baixa persistente da taxa de fecundidade desde 2022. Assuntos demográficos influenciam políticas públicas e o planejamento de longo prazo.
Envelhecimento populacional e Previdência
Em 2024, cerca de 19 milhões de alemães tinham 65 anos ou mais, o que representa 23% da população. Em 1991, esse grupo correspondia a 15%. Uma comissão sobre aposentadorias, convocada pelo governo, deve apresentar propostas até 30 de junho.
O chanceler Friedrich Merz disse que a aposentadoria estatal deve ser encarada como provisão básica, com complementos por outras fontes de renda. A declaração gerou críticas de sindicatos e do SPD, que integra a coalizão com CDU e CSU.
Merz informou posteriormente que não pretende promover cortes nas aposentadorias sob o governo atual. A renda de idosos permanece sob escrutínio à medida que a demografia muda.
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