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Presidente colombiano diz que COP30 confirma fracasso conferências climáticas

Petro afirma que COPs e ONU falharam na crise climática; COP-30 não incluiu plano para saída dos combustíveis fósseis, enquanto gala busca mapas do caminho

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, em discurso durante a conferência pelo abandono dos combustíveis fósseis em Santa Marta, na Colômbia
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  • O presidente colombiano Gustavo Petro, em Santa Marta, disse que a unidade dos Estados falhou nas COPs e na ONU para enfrentar guerras e a crise climática; a COP30 no Brasil seria uma demonstração dessa falha.
  • A Colômbia quase bloqueou o fim da COP30, em Belém, por não citar a energia fóssil no texto final, o que exigiria concordância unânime entre os países.
  • Petro afirmou que a COP30 não considerou o relatório científico de que 75% da crise climática decorre da extração e consumo de hidrocarbonetos e não incluiu o parágrafo sobre energia fóssil devido ao lobby petrolífero.
  • O texto final não traz a menção desejada pela Colômbia; mesmo assim, a COP30 manteve o compromisso de, paralelamente, criar um roteiro para o fim dos combustíveis fósseis, ainda sem documento pronto.
  • O evento em Santa Marta não foca negociações, mas busca construir mapas do caminho para o abandono dos combustíveis fósseis e reforçar a cooperação entre nações para essa transição.

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, participou nesta terça-feira de uma conferência em Santa Marta sobre o abandono dos combustíveis fósseis. O evento, que também contou com autoridades locais, chamou a atenção para as dificuldades das conferências climáticas da ONU em lidar com a transição energética.

Petro afirmou que a unidade entre nações falhou nas COPs, incluindo a COP30 realizada no Brasil em Belém. Segundo ele, o texto final da COP não mencionou de forma suficiente a necessidade de reduzir ou eliminar a energia fóssil, o que ele considera essencial para enfrentar a crise climática.

O discurso enfatizou que a crise climática tem componentes políticas e sociais, não apenas científicos. O presidente destacou que um acordo mundial exigiria consenso rápido, mas que o lobby da indústria petrolífera dificultou avanços e a inclusão de um mapa de transição no texto final.

A conferência em Santa Marta surgiu como resposta à dificuldade das COPs de lidar com a dependência de hidrocarbonetos. A Colômbia quase bloqueou o fim da COP30 por não ter havido consenso sobre determinado parágrafo em defesa da transição energética.

A ministra de Meio Ambiente da Colômbia, Irene Vélez-Torres, participou do evento e relatou que o texto final não incorporou a chamada para um caminho de eliminação gradual dos combustíveis fósseis, embora a ministra tenha reiterado a necessidade de acelerar a retirada progressiva das fontes fósseis para cumprir metas de aquecimento global.

Ainda segundo Petro, a COP30 não considera o relatório científico que aponta a maior parte da crise climática associada à extração e ao consumo de hidrocarbonetos. O presidente da COP30, André Corrêa do Lago, informou que iria trabalhar paralelamente em um roteiro para o fim dos combustíveis fósseis, mas ainda não há um documento concluído.

O encontro de Santa Marta não foca negociações tradicionais, mas a construção de bases para mapas do caminho que orientem governos na transição energética. O objetivo é preparar futuras decisões que avancem na redução da dependência de combustíveis fósseis, mesmo diante de divergências entre países.

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