- Rei Charles III discursou no Congresso em Washington em meio à tensão entre governos britânico e americano motivada pela guerra contra o Irã.
- No plenário lotado, ele pediu reconciliação e renovação da relação entre os dois países.
- O monarca ressaltou que, desde 1991, nenhum rei britânico falava aos congressistas.
- Defendeu a participação da Otan e lembrou o papel de proteção dos aliados após o ataque de 11 de setembro.
- A segurança foi reforçada após a tentativa de ataque a Trump; o rei recebeu aplausos de ambos os lados e manteve encontros com autoridades, com a agenda oficial até sexta-feira.
O Rei Charles III discursou nesta semana ao Congresso em Washington, em meio à tensão entre os governos britânico e americano por causa da guerra no Irã. O monarch entregou uma mensagem de reconciliação e renovação da relação entre os dois países, diante de um plenário lotado.
Segundo interlocutores, o monarca ressaltou a importância de manter a aliança entre Reino Unido e Estados Unidos e citou a OTAN como pilar da cooperação de segurança. Ele lembrou o papel da aliança na proteção dos EUA após o 11 de setembro.
Desde 1991, quando a Rainha Elizabeth II discursou no Capitólio, nenhum monarca britânico havia falado aos congressistas. O momento ocorre em meio a críticas do ex-presidente Trump ao premiê britânico Keir Starmer pela estratégia na guerra contra o Irã.
O rei também abordou a escalada de violência em Washington após uma tentativa de ataque contra Trump no fim de semana, elogiando o trabalho das forças de segurança e afirmando que a violência não é o caminho. Ele saudou a coragem dos agentes.
Charles III destacou a crise climática e recebeu aplausos ao mencionar a Ucrânia, chamando o povo ucraniano de especialmente corajoso. O discurso foi recebido de forma unânime por parlamentares de ambos os partidos, republicanos e democratas.
Agenda e recepções
Ao longo do dia, o rei e a rainha consorte Camilla participaram de encontros com autoridades americanas e de uma recepção organizada pela primeira-dama Melania Trump. A agenda oficial segue até sexta-feira, com atividades diplomáticas previstas.
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