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Rivais de Netanyahu se unem às eleições em Israel, apontando mudanças

BeYachad mira derrubar a coalizão de Netanyahu com foco no doméstico; política externa deve permanecer em grande parte inalterada

Pessoas protestam contra o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e seu governo em Tel Aviv
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  • Naftali Bennett e Yair Lapid anunciaram o novo partido BeYachad para tentar derrubar o governo de coalizão de Netanyahu, com foco em questões domésticas, como o serviço militar obrigatório para ultraortodoxos.
  • O BeYachad deve adotar uma postura de segurança externa semelhante à de Netanyahu, mantendo a política externa em grande parte inalterada.
  • Sobre o Irã, Bennett e Lapid apoiaram a ofensiva coordenada com os Estados Unidos, mas criticaram Netanyahu por não alcançar os principais objetivos; houve cessar-fogo em 8 de abril.
  • No Líbano, os dois defenderam ações militares contra o Hezbollah, ao mesmo tempo em que questionaram o cessar-fogo de 17 de abril e defenderam medidas para proteger os cidadãos.
  • Em Gaza, Bennett e Lapid criticaram Netanyahu por não destruir o Hamas; o grupo continua sob controle da faixa, com avaliações de falhas na estratégia e propostas de políticas sem mudanças radicais.

Dois dos principais rivais de Benjamin Netanyahu anunciaram a formação de um novo partido, BeYachad, com a finalidade de derrotar a atual coalizão no poder em Israel. O foco inicial é interno, especialmente sobre o serviço militar obrigatório para os ultraortodoxos, sem abandonar posições relevantes na segurança regional.

Bennett, 54, e Lapid, 62, mantêm uma linha comum sobre a maioria das questões de segurança, o que sugere continuidade na política externa. O novo agrupamento ainda não apresentou plataforma formal, mas já sinaliza alinhamento com medidas de firmeza frente a rivais regionais. O anúncio reforça o cenário de disputa eleitoral no país.

Irã

A dupla apoiou firmemente a decisão de atacar o Irã em cooperação com os Estados Unidos, posição compartilhada pela visão de segurança vigente. Lapid descreveu os bombardeios iniciais como parte de uma guerra considerada justa contra o mal, em entrevista à Reuters.

Apesar da crítica pública a Netanyahu por não alcançar objetivos estratégicos, Bennett e Lapid não defendem retomada imediata dos ataques. O cessar-fogo de 8 de abril interrompeu respostas militares e manterá a comparação estratégica com Teerã sob escrutínio.

Líbano

Os ex-ministros defenderam operações israelenses no Líbano, ao mesmo tempo em que questionaram o cessar-fogo de 17 de abril. O acordo não conseguiu impedir novos confrontos entre o Exército e militantes do Hezbollah.

Antes da invasão do sul do Líbano, Lapid afirmou que Israel deve agir para proteger seus cidadãos. Após o cessar-fogo, ele reiterou que a remoção da ameaça ao norte é a solução desejada, mantendo a pressão diplomática e militar conforme necessário.

Faixa de Gaza

Sobre a guerra em Gaza, Bennett e Lapid criticaram Netanyahu por não derrotar completamente o Hamas após o ataque de 7 de outubro de 2023. Em janeiro, Lapid avaliou o governo como tendo obtido o pior resultado possível, com o Hamas mantendo controle em parte do território.

Bennett escreveu, em redes sociais, que políticas do governo facilitaram a recuperação do Hamas, citando ajuda humanitária como fator de contenção. Netanyahu descreveu a ofensiva como um sucesso, sinalizando possíveis ações adicionais se o Hamas não se desarmar.

Estado Palestino

Pesquisas indicam resistência à criação de um Estado independente na Cisjordânia e Gaza. Um governo Bennett-Lapid não deve promover mudanças bruscas na política com os palestinos, mantendo linhas firmes sobre a expansão de assentamentos sob críticas de opositores.

Lapid já sinalizou que uma solução de dois Estados poderia ser o caminho, em diferentes momentos, conforme declarações de 2022. Bennett, por sua vez, afirmou que concessões territoriais podem gerar violência, posicionamento que sustenta linhas duras na região.

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