- Em 2024, Londres registrou 78 mil celulares roubados, mais de 200 por dia.
- A cada cinco aparelhos furtados na Europa, dois são no território britânico; recuperação é rara.
- A polícia passou a atuar disfarçada entre pedestres, reduzindo os casos em quase 10%.
- O mercado ilegal movimenta mais de R$ 130 milhões; adolescentes recrutados pelas redes sociais chegam a ganhar cerca de R$ 2,2 mil por aparelho.
- O problema se espalha pela Europa: mais de 40% dos britânicos que viajaram pela região relatam ter sido vítimas de furtos.
O roubo de celulares no Reino Unido ganhou contornos de crime estruturado. Em 2024, Londres registrou 78 mil aparelhos furtados, mais de 200 por dia, entre os maiores números da Europa. A cada cinco furtos no continente, dois ocorreram no território britânico.
Os criminosos operam como pickpockets, inserindo-se na multidão e fugindo com facilidade. A polícia britânica passou a atuar disfarçada entre pedestres para conter o avanço, estratégia que derrubou os casos em quase 10%.
Apesar da queda relativa, a recuperação de aparelhos continua baixa: apenas uma parcela volta aos donos. O mercado ilegal movimenta o equivalente a mais de R$ 130 milhões. Há forte lucratividade e baixo risco de punição.
Adolescentes têm sido recrutados por redes sociais, recebendo cerca de R$ 2,2 mil por aparelho furtado. O esquema inclui ampliações no compartilhamento de técnicas entre criminosos e a ampliação de rotas de atuação.
O problema não fica restrito ao Reino Unido. Mais de 40% dos britânicos que viajaram pela Europa relataram ter sido vítimas de furtos. Espanha, França, Canadá e Itália aparecem entre os países com índices elevados.
Na Itália, vigilantes ganharam notoriedade ao tentar coibir a prática, adotando estratégias próprias para identificar suspeitos. As autoridades destacam a necessidade de cooperação transnacional para reduzir os furtos.
Medidas de combate
As ações policiais no Reino Unido enfatizam abordagens disfarçadas e a cooperação com comerciantes e operadores de transporte. Especialistas apontam que a vigilância no espaço público pode reduzir incidentes, desde que acompanhada de apoio a vítimas.
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