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Soldado dos EUA, acusado de apostar na queda de Maduro, nega fraude

Soldado dos Estados Unidos, acusado de usar informações confidenciais para lucrar com apostas na remoção de Maduro, nega culpa e aguarda julgamento

Gannon Van Dyke made a court appearance in New York
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  • Gannon Ken Van Dyke, de 38 anos, foi apresentado em tribunal federal de Nova York sob acusação de uso de informações confidenciais para lucrar com operações de aposta.
  • Ele se declarou “não culpado” das acusações, incluindo uso indevido de informações confidenciais, furto de informações não públicas, fraude com mercadorias, fraude eletrônica e transação monetária ilegal.
  • Segundo o governo, Van Dyke fez operações na plataforma Polymarket com base em informações classificadas sobre a remoção de Nicolás Maduro, tendo ganho mais de 400 mil dólares.
  • O juiz o liberou sob fiança de 250 mil dólares, com uso de passaporte apreendido e restrição de viagem; o militar está em licença e sob supervisão no estado da Carolina do Norte.
  • Entre 27 de dezembro e 2 de janeiro, o militar comprou cerca de 33.934 dólares em apostas relacionadas a Maduro, tendo feito pelo menos treze apostas; há também processo civil da Comissão de Comércio de Futuros de Commodities alegando insider trading.

O soldado das forças especiais dos EUA, Gannon Ken Van Dyke, 38 anos, se declarou não culpado das acusações de uso de informações confidenciais para lucrar com operações contra o governo venezuelano. O caso envolve apostas feitas em uma plataforma de criptomoedas, usando dados classificados.

Van Dyke foi apresentado em uma corte federal de Nova York nesta terça-feira, após a acusação de ter apostado na captura de Nicolás Maduro antes de a informação tornar-se pública. As autoridades afirmam que ele lucrou mais de 400 mil dólares.

O encontro ocorreu enquanto o militar estava em licença. A justiça determinou fiança de 250 mil dólares, com a obrigação de entregar passaporte e restrição de viagens. O tribunal fixou residência na Carolina do Norte.

Detalhes do processo

Geragos, advogado de destaque, integra a defesa junto ao réu e afirmou que o governo descreveu uma conduta que não configura crime. Van Dyke permanece sob supervisão judicial e pode viajar apenas por partes da Carolina do Norte, Nova York e Califórnia.

A acusação envolve uso indevido de informações confidenciais de operações classificadas, além de roubo de informações não públicas, fraude de commodities, fraude eletrônica e transação monetária ilegal. Trata-se de uma ação inédita dos EUA sobre insider trading em markets de previsão.

Van Dyke, que alcançou o posto de mestre sargento em Fort Bragg, é apontado por documentos oficiais como participante da suposta operação para a retirada de Maduro no início de janeiro. Segundo a acusação, ele usou o conhecimento de operações ultrassecretas para realizar as apostas.

Entre 27 de dezembro e 2 de janeiro, o militar tería comprado apostas no valor aproximado de 33,9 mil dólares relacionadas a Maduro e à Venezuela. Pelo menos 13 apostas teriam sido feitas sobre prazos de entrada de forças e a possível remoção de Maduro.

Em ação civil, a Commodity Futures Trading Commission também o acusa de insider trading. A Justiça afirma que Van Dyke sacou parte dos ganhos, cerca de 409,9 mil dólares, e transferiu grande parte para um cofre de criptomoedas no exterior, migrando o endereço de e-mail da conta para um novo.

Próximos passos

Segundo a Justiça, o dinheiro acumulado foi transferido para uma nova conta de corretora no exterior. Em 16 de janeiro, os recursos e os juros teriam sido movidos para outra conta, consolidando o suposto ganho ilícito. O caso segue para audiência e instrução.

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