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Soldado dos EUA se declara não culpado de apostas sobre queda de Maduro

Soldado do Exército dos EUA nega acusações de uso de informações confidenciais para apostar na queda de Nicolás Maduro; caso envolve mercado de previsões e multa civil

Gannon Ken Van Dyke, walks with his attorneys near a federal court building in New York on 28 April 2026.
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  • Gannon Ken Van Dyke, 38 anos, pediu a própria inocência das acusações de fraude em tribunal federal em Manhattan, nos EUA.
  • Ele é acusado de ganhar $400 mil usando informações confidenciais para apostar na remoção do presidente venezuelano Nicolás Maduro em Polymarket, entre 27 de dezembro de 2025 e 2 de janeiro de 2026.
  • As autoridades dizem que as probabilidades do mercado na época eram baixas para esses acontecimentos, o que gerou o grande retorno financeiro para Van Dyke.
  • Este é o primeiro caso nos EUA em que a justiça acusa insider trading envolvendo um mercado de previsões; também há acusações civis da Commodity Futures Trading Commission.
  • Van Dyke, sargento-mor das forças especiais e lotado no Fort Bragg, teve fiança de $ 250 mil concedida em audiência inicial em Raleigh; a juíza Margaret Garnett deverá conduzir o caso adiante.

Um soldado da brigada de operações especiais do Exército dos Estados Unidos se declarou inocente das acusações de fraude ligadas a apostas com informações privilegiadas, associadas à remoção do então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. A defesa afirmou que o réu não cometeu crime e que as evidências não comprovam conduta ilegal.

Gannon Ken Van Dyke, 38 anos, foi apresentado em julgamento na Corte Distrital dos EUA, em Manhattan. O soldado chegou ao tribunal com o cabelo raspado e vestindo blazer preto, jeans e sapatos marrons, acompanhado de seus advogados, Zach Intrater e Mark Geragos.

Van Dyke foi preso em 23 de abril, após denúncia federal que o acusa de fazer apostas de 33 mil dólares na plataforma de previsões Polymarket entre 27 de dezembro de 2025 e 2 de janeiro de 2026. As apostas previam a saída de Maduro do poder e a intervenção de forças americanas na Venezuela.

De acordo com a acusação, os mercados atribuíam probabilidades baixas a esses eventos na época, o que resultou em um pagamento expressivo para Van Dyke caso as previsões se confirmassem. O caso representa o primeiro processo nos Estados Unidos envolvendo operações de insider trading ligadas a um mercado de previsões.

A investigação também traz acusações civis pelo Commodity Futures Trading Commission contra Van Dyke. O militar, que é maestrante do Exército e atuava na Fort Bragg, na Carolina do Norte, estaria envolvido no planejamento e execução da operação de janeiro que prendeu Maduro e sua esposa, Cilia Flores, segundo autoridades.

O analista de mercados de previsão Kalshi informou que Van Dyke chegou a ter o acesso bloqueado na plataforma devido a requisitos de identificação, conforme apuração da Reuters. A Kalshi disse ter colaborado com as autoridades durante a apuração.

Em Raleigh, Carolina do Norte, o juiz distrital Brian Meyers determinou a fiança de 250 mil dólares para a liberdade provisória de Van Dyke durante a primeira audiência. A juíza Margaret Garnett, de Manhattan, deve conduzir o caso daqui em diante.

Contexto do caso

  • As autoridades ressaltam que se trata de o uso de informações confidenciais para ganho pessoal, em uma ação que envolve cripticamente o mercado de previsões.
  • A defesa sustenta que a acusação não apresenta provas de conduta criminosa e que o réu agiu dentro de padrões legais.

Próximos passos

  • O processo seguirá sob a supervisão da juíza Garnett, com novas audiências agendadas para esclarecimentos e possíveis etapas de instrução.
  • A investigação continua, com a identificação de demais possíveis envolvidos e a avaliação de provas adicionais.

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