- O soldado Gannon Ken Van Dyke, de 38 anos, envolvido na captura de Nicolás Maduro, declarou-se inocente de usar informações confidenciais para lucrar com apostas, em audiência em Nova York.
- Promotores afirmam que ele ganhou mais de US$ 400 mil com apostas sobre o desfecho da operação, ocorrida na madrugada de 3 de janeiro de 2026 em Caracas.
- A acusação diz que Van Dyke usou conhecimento da operação para apostar no Polymarket, transferiu os lucros para uma carteira de criptomoedas e depois para uma conta de corretagem recém-criada.
- Segundo a prática, ele teria pedido que a conta do Polymarket fosse excluída após as apostas se tornarem públicas; ele foi preso na quinta-feira e libertado sob fiança de US$ 250 mil na Carolina do Norte.
- O caso é a primeira acusação federal ligada a apostas em mercado de previsão; o presidente Donald Trump comentou que o mundo virou um “cassino” diante de apostas geopolíticas.
Gannon Ken Van Dyke, soldado das forças especiais, declarou-se inocente nesta terça-feira (28) de usar indevidamente informações confidenciais sobre a operação que capturou Nicolás Maduro para obter lucros de mais de US$ 400 mil. O caso envolve uma aposta no mercado de previsão sobre a captura do presidente venezuelano. Van Dyke está em serviço ativo e foi apresentado à justiça em Nova York.
O militar, de 38 anos, estava lotado em Fort Bragg e compareceu em trajes civis diante da juíza Margaret Garnett. A acusação sustenta que ele utilizou informações sigilosas para apostar previamente em desfechos da operação, incluindo a saída de Maduro da Venezuela até o fim de janeiro. O total de ganhos foi superior a US$ 400 mil, segundo a denúncia.
Contexto do caso
Promotores afirmam que as apostas foram feitas no Polymarket, mercado de previsão. A ação marca a primeira acusação federal envolvendo apostas em eventos geopolíticos. A investigação também aponta transferência de recursos para um cofres de criptomoedas e posterior movimentação para uma conta de corretagem.
Van Dyke teria obtido lucro de cerca de US$ 32 mil com apostas relacionadas ao envolvimento dos EUA na Venezuela e ao fato de Maduro ficar fora do país. O dinheiro foi supostamente transferido para um cofrezinho offshore antes de ser movido para a conta. A acusação menciona ainda que a conta do Polymarket de Van Dyke foi solicitada a ser excluída após o desfecho da operação.
Andamento processual
O militar foi preso na noite de 23 de abril e indiciado por uso ilegal de informações governamentais, roubo de dados confidenciais, fraude de commodities, fraude eletrônica e transação monetária ilegal. A primeira audiência ocorreu no dia 24 de abril, na Carolina do Norte, com liberdade sob fiança de US$ 250 mil.
A repercussão do caso aparece em meio a debates sobre apostas em eventos geopolíticos. O uso de informações sensíveis em operações militares levanta questões sobre segurança e integridade de informações classificadas, segundo analistas. Pessoas envolvidas em situações semelhantes costumam enfrentar processos criminais e sanções disciplinares.
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