- Criança de 11 anos, Ali Ghassan Nader, morreu no bombardeio israelense no sul do Líbano no domingo 26; os pais, Ghassan Nader e Manal Jaafar, também morreram no mesmo ataque.
- A família era naturalizada brasileira e morava no Paraná há cerca de duas décadas, tendo vivido em Foz do Iguaçu até 2010, quando decidiram voltar ao Líbano.
- O corpo de Ali foi enterrado na segunda-feira; até a última atualização, os corpos dos pais ainda não tinham sido localizados.
- Pelo menos 14 pessoas morreram e 37 ficaram feridas nos ataques no sul do Líbano naquele dia, em meio à prorrogação do cessar-fogo entre Israel e Hezbollah para a segunda quinzena de maio.
- O Itamaraty emitiu nota de condenação aos ataques durante o cessar-fogo e informou que a embaixada brasileira em Beirute acompanha a família brasileira afetada.
O menino Ali Ghassan Nader, 11 anos, morreu em um ataque israelense no sul do Líbano no domingo (26). O bombardeio também deixou os pais, Ghassan Nader e Manal Jaafar, mortos. O Ministério das Relações Exteriores confirmou as mortes de uma família naturalizada brasileira.
Ali era natural do Líbano e morava no trecho sul do país. Segundo o tio Mohamad Ali Kassem Jaafar, a família vivia no Paraná por duas décadas, tendo se naturalizado brasileiro e residindo em Foz do Iguaçu até 2010. O tio informou que o menino sonhava conhecer o Brasil.
O corpo de Ali foi enterrado na segunda-feira (27). Os pais ainda não haviam sido localizados até a última atualização. Um dos irmãos estava na casa no momento do ataque e sobreviveu; outros dois filhos não estavam no local.
Israel iniciou novos ataques no sul do Líbano no domingo, mesmo com o cessar-fogo prorrogado até a segunda quinzena de maio. Ao todo, pelo menos 14 pessoas morreram e 37 ficaram feridas nos ataques recentes, segundo fontes oficiais.
Contexto do ataque
O ataque ocorre em meio a uma ampliação de ações militares após o anúncio de cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah, grupo libanês apoiado pelo Irã. A cobrança internacional é pela continuação da trégua, com chamados à proteção de civis.
O Itamaraty informou que o ataque representa violações reiteradas ao cessar-fogo de 16 de abril. O governo brasileiro reiterou condolências às famílias e condenou ataques durante a vigência do acordo.
Reação diplomática
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a embaixada brasileira em Beirute está em contato com a família para prestar assistência. O Brasil tem defendido a retirada de tropas israelenses do Líbano e a extensão do cessar-fogo para abranger o território libanês.
Situação atual
O cessar-fogo continua com a dúvida sobre sua efetividade, dadas as trocas de ataques entre Israel e o Hezbollah. Em meio à violência, a comunidade internacional e organizações humanitárias acompanham a situação dos civis no Líbano.
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