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Vídeo distorce reportagem sobre cartéis para sugerir invasão de Trump ao Brasil

Vídeo distorce reportagem para sugerir invasão dos EUA ao Brasil; verificação aponta que não houve autorização para atacar cartéis

O Brasil não foi citado na notícia de que Trump assinou, em 2025, uma determinação para que o Pentágono começasse a usar a força militar contra cartéis de drogas latino-americanos.
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  • Vídeo distorce reportagem para sugerir que Trump autorizou a invasão do Brasil.
  • Verificação conclui que não há notícia de invasão; o trecho é de 8 de agosto do ano passado e fala de ações contra cartéis na Venezuela, El Salvador e México.
  • The New York Times informou, em agosto de 2025, que Trump assinou ordem para o Pentágono usar força contra cartéis latino-americanos; nenhum cartéis com origem no Brasil.
  • A postagem teve alto engajamento no Instagram e motivou leitores a checarem o conteúdo pelo Estadão Verifica.
  • Não há confirmação de ameaça de invasão ao Brasil; há debate entre Brasil e Estados Unidos sobre classificar facções criminosas brasileiras como terroristas, sem conclusão divulgada.

O vídeo que circula nas redes sociais é enganoso: não há registro de que Donald Trump tenha autorizado a invasão do Brasil. A peça utiliza trechos do Jornal Nacional para sugerir uma ordem que liberaria ações militares contra cartéis em outros países.

O material remete a uma matéria do The New York Times de agosto de 2025, que afirma ter lido uma ordem secreta permitindo ao Pentágono usar força contra cartéis na América Latina, sem mencionar o Brasil. A verificação do Estadão Verifica conclui que a notícia não cita o Brasil.

Segundo o levantamento, a lista de alvos citados pelo NYT inclui cinco cartéis do México, um da Venezuela e um grupo com base em Los Angeles ligado a El Salvador. Não há menção a organizações brasileiras na reportagem analisada pelo jornal.

O Estadão Verifica aponta que a postagem foi compartilhada por várias contas no Instagram e recebeu alto volume de interações. A checagem foi solicitada por leitores por meio do WhatsApp do programa.

Não há confirmação de que o Brasil tenha sido incluído em qualquer decisão de classificar cartéis como terroristas ou de ampliar ações militares. O acordo entre Brasil e EUA, citado em outros trechos, trata de cooperação no combate ao crime organizado transnacional, sem indicar mudanças de classificação de grupos brasileiros.

Já houve discussões públicas sobre classificar facções brasileiras como terroristas, como PCC e CV, mas, até o momento, não há confirmação oficial de que tal classificação tenha ocorrido. A notícia analisada não identifica organizações brasileiras entre as classificadas pela government dos EUA.

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