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Vítima de homicídio na França é identificada após 20 anos e suspeito é preso

Hakima Boukerouis é identificada na França; suspeito é preso, primeira prisão desde o lançamento da Operação Identify Me

Boukerouis had been known to police only as "the woman with the Richmond dental crown" because of recent dental work
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  • Hakima Boukerouis foi identificada pela polícia francesa, sendo a quinta mulher identificada pela operação internacional Identify Me.
  • Um suspeito pelo homicídio foi preso, marca o primeiro desfecho desde o início da campanha em 2023.
  • O corpo mutilado de Boukerouis foi encontrado em janeiro de 2005, dentro de um contentor de água, no nordeste da França, em Saint-Quirin.
  • A identificação ocorreu após a verificação de DNA familiar conduzida pela polícia francesa, conforme divulgação da Interpol.
  • Identify Me busca nomes de mulheres assassinadas ou mortas em circunstâncias suspeitas na Europa; outras 42 pessoas continuam sem identidade.

Uma mulher cuja identidade permanecia desconhecida por mais de duas décadas foi identificada pela polícia francesa. Hakima Boukerouis é a quinta vítima a ser identificada por meio da operação internacional Identify Me, lançada em 2023. O corpo foi encontrado em janeiro de 2005, em Saint-Quirin, no nordeste da França, dentro de um tanque de água oculto.

A identificação ocorreu após a polícia francesa utilizar buscas de DNA familiares, promovidas pela Interpol. A ação evidencia a importância de seguir investigando casos arquivados e sem solução há muitos anos. A Interpol afirmou que a investigação continua em andamento e que detalhes adicionais não podem ser compartilhados.

Boukerouis já era conhecida pela polícia como a “mulher com a coroa dental de Richmond”, referência a um tratamento dental recente, possivelmente realizado na Alemanha. O corpo foi encontrado amarrado e envolto em sacos de lixo pretos no vilarejo de Saint-Quirin, aos poucos com marcas de mutilação.

Ação de Identify Me

Ao longo da campanha, 47 mulheres de seis países europeus passaram a integrar o esforço para identificar vítimas mortais ou morreram em circunstâncias suspeitas. A iniciativa também passou a divulgar informações públicas, como alertas de “notícias negras” para facilitar reconhecimentos.

Entre os casos já vinculados, destacam-se identidades reconhecidas por parentes ao verem tatuagens ou traços específicos, como ocorreu com Rita Roberts, de 31 anos, assassinada na Bélgica em 1992.

A Interpol informou que a maioria das mulheres identificadas ainda permanece sem nome, com a maioria das vítimas tendo entre 15 e 30 anos. As investigações continuam em vários países europeus, incluindo França, Holanda, Alemanha, Bélgica e Espanha.

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