- Angola declarou o Monte Moco como parte de uma nova área de conservação, a Serra do Moco, no município de Londuimbali, na província de Huambo.
- A área tem cerca de vinte e dois mil hectares e ficará sob um regime especial de proteção ambiental, conservação da biodiversidade e uso sustentável.
- O objetivo é preservar as florestas Afromontanas ameaçadas e espécies endêmicas, como o Swiestra’s francolin (Pternistis swierstrai).
- Caça, pesca e outras formas de extração são proibidas, exceto para fins científicos ou atividades econômicas estratégicas do Estado; comunidades locais podem usar recursos de modo controlado.
- Iniciativas de restauração incluem plantio de mais de oito mil árvores nativas em três vales, com envolvimento de moradores de Kanjonde, Kissama Foundation e BirdLife International.
Angola criou a Serra do Moco Conservation Area, incorporando o maior monte do país, o Mount Moco, a uma área de proteção ambiental no município de Londuimbali, província de Huambo. A medida estabelece regime especial para conservação da biodiversidade e uso sustentável.
A área abrange cerca de 22 mil hectares de florestas Afromontane e encostas diversas. Pesquisadores associaram a proteção à manutenção de espécies raras que habitam a região e ao potencial científico do habitat natural.
Parcerias locais ajudam a entender a importância da área. O trabalho com moradores da aldeia Kanjonde, aos pés do monte, visa recuperar florestas extintas por extração de madeira e incêndios. A região abriga aves únicas há milênios.
Proteção ambiental e regras de uso
A norma proíbe caça, pesca e extração de recursos na reserva, salvo para fins científicos ou para atividades estratégicas do Estado. Comunidades locais podem usar recursos de forma controlada para atender às necessidades.
Autoridades destacam o diálogo com comunidades e a indenização por abrir mão de determinadas atividades. A Kissama Foundation, financiada pela World Land Trust, atua no local com projetos de transição para uso de energia limpa e manejo sustentável da madeira.
Mais de 8 mil árvores nativas de nove espécies já foram plantadas em três vales. Moradores participam de ações de proteção contra incêndios, contribuindo para a recuperação de áreas de floresta. Espécies como o cabanís verdeu, antes ausente, passam a ser registradas na região.
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