- A acusação federal dos EUA envolve o governador de Sinaloa, Rubén Rocha Moya, e outros oficiais, supostamente em conluio com o Cartel de Sinaloa para importar fentanyl, heroína, cocaína e metanfetamina para os Estados Unidos e proteger as operações do cartel.
- Os réus incluem Rocha Moya, o senador Enrique Inzunza Cazarez e mais outros, que teriam se reunido com os líderes dos Chapitos e prometido apoio ao cartel em troca de propinas.
- Os Chapitos—Ivan Archivaldo Guzmán Salazar, Alfredo Guzmán Salazar e Ovidio Guzmán López—lideram uma facção do cartel e teriam fornecido subornos a autoridades para protegê-lo.
- A denúncia cita ações como furtar votos, sequestrar opositores e repassar informações de investigações, além de permitir que remessas e laboratórios de drogas operassem em Sinaloa mediante corrupção; os valores envolvem milhões de dólares em dinheiro de drogas.
- Diversos cargos públicos e policiais — incluindo secretário de Administração e Finanças, chefe de polícia investigativa, secretário de segurança pública e prefeitos de Culiacán — teriam recebido propinas mensais para facilitar atividades do Chapitos, incluindo facilitar sequestros e ataques.
O Indiciamento detalha que o Cartel de Sinaloa, um dos mais violentos grupos criminosos globais, tem operado com apoio de autoridades locais para facilitar o tráfico de fentanyl, heroína, cocaína e metanfetamina para os Estados Unidos. O documento cita o atual governador de Sinaloa, Rubén Rocha Moya, como integrante de uma aliança com o Cartel para proteger operações criminosas no estado.
Entre os acusados estão autoridades e policiais em exercício ou ex-yer, todos ligados a Sinaloa, segundo o Ministério Público. O Neuropapo descreve que integrantes do Cartel repassavam verbas e ameaças para manter a proteção de lideranças do grupo, bem como facilitar o deslocamento de drogas através de rotas estaduais.
Conforme o expediente, Rocha Moya foi eleito governador em junho de 2021 com o apoio dos Chapitos, facção da organização. A denúncia afirma que, antes e depois da eleição, ele participou de reuniões com líderes do Cartel, recebendo apoio para a disputa, em troca de garantias de proteção às atividades do grupo.
Envolvimento institucional
Segundo o indiciamento, além de Rocha Moya, integram o caso Enrique Inzunza Cazarez, atual senador por Sinaloa, e Enrique Diaz Vega, ex-secretário de Administração e Finanças. Ambos teriam articulado planos para sustentar o Cartel e beneficiar suas operações em troca de favores políticos.
Damaso Castro Zaavedra, deputy attorney general, é acusado de receber propinas mensais para proteger membros do Cartel, informando sobre operações de lei e auspiciando a fuga de evidências. Marco Antonio Almanza Aviles, ex-chefe da Polícia Investigativa, e Alberto Jorge Contreras Nunez, subsequente chefe da mesma diretoria, teriam autorizado ações favoráveis à facção.
Geografia e atuação
Geograficamente, o texto centraliza ações em Sinaloa, com menções a Culiacán e à Polícia Municipal, que teriam colaborado para facilitar o deslocamento de drogas e a proteção a laboratórios. Gerardo Merida Sanchez, ex-secretário de Segurança Pública, e Jose Antonio Dionisio Hipolito, ex-deputado-diretor da Polícia, também aparecem como envolvidos.
Outras figuras citadas incluem Juan de Dios Gamez Mendivil, prefeito de Culiacán, acusado de receber mais de US$ 10 mil mensais em propina para permitir atuação do Cartel na cidade. Já Juan Valenzuela Millan, conhecido como Juanito, é apontado como comandante da Polícia Municipal de Culiacán que supostamente recebeu cerca de US$ 41 mil mensais para apoiar as operações do Cartel.
Desdobramentos esperados
O documento descreve que, em troca, autoridades citadas forneceram acesso a informações estratégicas, facilitaram liberais de membros do Cartel e coordenaram ações para proteger redes de tráfico. O indiciamento também aponta que membros da polícia acompanharam atividades de seqüestro e violência atribuídas ao Cartel.
A acusação sustenta que o Cartel de Sinaloa, por meio de seus líderes chamados Chapitos, intensificou o uso de suborno e cooperação com autoridades locais para ampliar o alcance de suas operações. O material destaca ainda que os liderados do Cartel teriam recebido proteção institucional para ampliar a violência associada ao tráfico de entorpecentes.
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