- A OMS informou que ataques a instalações e equipes de saúde aumentaram globalmente desde o início do conflito no Oriente Médio, passando de uma média de 3,7 para 4,3 por dia.
- A organização diz que a saúde está sendo alvo, com ataques aéreos e bombardeios a hospitais e clínicas, além de prisões e intimidações a profissionais de saúde, prejudicando a atuação dos serviços.
- Desde o início do recente conflito, 50 hospitais e centros de saúde privados foram fechados e 16 hospitais foram danificados na região.
- No Líbano, a OMS aponta 149 ataques ao setor de saúde; mais de 2.500 pessoas morreram em ataques aéreos israelenses desde 2 de março; autoridades da ONU destacam possível crime de guerra contra civis de saúde.
- Israel afirma não mirar profissionais de saúde; foram registrados 26 ataques a unidades de saúde no Irã desde o fim de fevereiro; Gaza enfrenta queda na oferta de atendimentos, com apenas um hospital em pleno funcionamento, e no Sudão 54% dos hospitais operam normalmente.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que ataques a instalações e equipes de saúde vêm aumentando globalmente, com impacto perceptível desde o início do conflito no Oriente Médio. A OMS acompanha ações contra hospitais, clínicas e profissionais de saúde.
Antes das ofensivas lideradas por Estados Unidos e Israel contra o Irã no fim de fevereiro, a média de ataques diários era de 3,7. Atualmente, o índice subiu para 4,3, segundo a OMS.
Altaf Musani, diretor de intervenções de saúde de emergência da OMS, afirma que a saúde passa a ser alvo com mais frequência. Ele destaca que ataques envolvem bombardeios, prisões e intimidação de profissionais de saúde, prejudicando a operação dos sistemas de saúde.
Dados globais e impactos regionais
Desde o início do conflito recente no Oriente Médio, a OMS aponta o fechamento de 50 hospitais e centros de saúde privados, além de danos a 16 hospitais na região.
O diretor-geral Tedros Adhanom Ghebreyesus ressaltou o caso do Líbano, onde foram identificados 149 ataques ao setor de saúde. O órgão acompanha desdobramentos e cobra responsabilização.
Mais de 2.500 pessoas morreram em ataques aéreos israelenses no Líbano desde 2 de março, quando houve retaliação após ações do Hezbollah. O Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos aponta possíveis crimes de guerra em ataques contra civis, incluindo profissionais de saúde.
Israel contesta que o alvo seriam profissionais de saúde, dizendo que mira instalações do Hezbollah. Registros também apontam 26 ataques a unidades de saúde no Irã desde o fim de fevereiro.
As interrupções atingem Gaza, que hoje tem apenas um hospital em pleno funcionamento, e o Sudão, onde apenas 54% dos hospitais funcionam plenamente, segundo a OMS.
Entre na conversa da comunidade