- Dois homens foram esfaqueados na Golders Green Road, em north London, pouco após as 11h, em um suposto ataque antissemita; as vítimas estão estáveis no hospital, uma na casa dos 70 anos e outra na casa dos 30.
- Um homem de 45 anos foi preso depois de visto correndo pela via com uma faca; ele tentou esfaquear policiais e foi submetido a taser antes da prisão.
- Helicópteros da polícia acompanharam a operação e a região foi isolada com um cordão em frente a lojas da área.
- Moradores e a comunidade judaica expressaram choque e medo, cobrando ações mais firmes das autoridades.
- Equipes de resposta a emergências judaicas ajudam a gerenciar o fluxo de pessoas e manter a segurança no local.
Oito apenas minutos após as 11h, dois homens foram atacados na Highfield Avenue, em Golders Green, norte de Londres. A polícia trabalha com a hipótese de ataque antissemita. Um suspeito de 45 anos foi detido após ser visto correndo pela rua com uma faca.
Os dois homens feridos, um na casa dos 70 anos e outro na casa dos 30, permanecem estáveis em hospital. Um cordão policial branco e azul isolou o fim da Golders Green Road, onde helicópteros sobrevoaram a área.
A região registrou grande movimentação de moradores, especialmente membros da comunidade judaica ortodoxa. Equipes de resposta de emergência e voluntários auxiliam o fluxo entre lojistas e transeuntes.
Repercussões na comunidade
Lideranças locais apontam para uma sensação de insegurança crescente entre residentes e frequentadores de instituições judaicas da área. Eles pedem ações mais eficazes por parte das autoridades.
Testemunhas descrevem o clima como tenso, com moradores questionando a segurança na região e a necessidade de medidas preventivas mais contundentes.
Dover Forman, estudante de 22 anos, relatou ter chegado rapidamente ao local após mensagens pelo WhatsApp. Ele afirma que ataques como esse não surpreendem a comunidade.
Jacob Lipsy, de 35 anos, trabalha com construção na região e disse que a área tem se tornado mais hostil, gerando preocupação com filhos e netos.
Israel Morgenstein, morador há 15 anos, afirmou que é hora de repensar a permanência no bairro caso a sensação de segurança não melhore. Ele elogiou a atuação policial, mas destacou falhas no treinamento para esse tipo de situação.
Sam Adler, 37, desenvolvedor imobiliário, afirmou que a normalização do antissemitismo contribui para esse tipo de ataque e cobrou ação governamental mais firme.
O bispo local, o Rev. Dr. Anderson Jeremiah, afirmou estar chocado com o ataque e ressaltou a necessidade de proteção contínua à comunidade.
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