- A ativista pró-vida Rose Docherty teve acusações retiradas após decisão judicial em Glasgow, relacionadas a um protesto silencioso diante de uma clínica de aborto.
- O caso envolve a Lei de Serviços de Aborto (Zonas de Acesso Seguro) da Escócia de 2024, com alegação de violação por uma placa com mensagem em área de 200 metros da unidade.
- O juiz decidiu que não houve comprovação de que Docherty tenha influenciado terceiros, concluindo que a denúncia não descreveu um crime previsto pela lei. A defesa argumentou violação da liberdade de expressão.
- A decisão pode ser reavaliada caso novas evidências apareçam; é o segundo episódio envolvendo a ativista com autoridades, já que outra prisão semelhante ocorreu em fevereiro de 2025 e também teve acusações retiradas.
- Docherty celebrou a decisão como vitória para a liberdade de expressão; o advogado queixou-se de uma crise de liberdade de expressão no Reino Unido e pediu revisão da legislação.
Uma ativista pró-vida na Escócia teve acusações criminais retiradas após decisão de um juiz em Glasgow relacionadas a um protesto silencioso em frente a uma clínica de aborto. A ação envolvia a aplicação das zonas de segurança que limitam manifestações no entorno.
Segundo o processo, Rose Docherty exibiu uma placa com a mensagem Coerção é crime, estou aqui para conversar, apenas se quiser, dentro de uma área restrita de 200 metros da clínica. Autoridades disseram que a atitude poderia influenciar pessoas que buscam o procedimento.
O juiz concluiu que não houve prova de crime sob a Lei de Serviços de Aborto (Zonas de Acesso Seguro) de 2024 e afirmou que a acusação falhou em demonstrar influência efetiva sobre terceiros. O caso pode ser reavaliado se surgirem novas evidências.
Foi o segundo episódio envolvendo Docherty e a polícia. Em fevereiro de 2025, ela já havia sido detida em circunstâncias semelhantes; as acusações foram retiradas posteriormente.
A ativista disse sentir gratidão pelo apoio recebido e viu a decisão como uma vitória para a liberdade de expressão na Escócia e no Reino Unido. Ela reforçou que oferecer conversa pacífica em rua pública não pode ser crime.
Ela afirmou que o processo teve impacto pessoal, citando sete meses de tramitação após a prisão. Defendeu a revisão da legislação e pediu a revogação das zonas de segurança na Escócia e no país.
O advogado da defesa opinou sobre uma crise de liberdade de expressão no Reino Unido. Ele criticou a lei, dizendo que está mal redigida e que o Parlamento deveria revisá-la para proteger esse direito.
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