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Famílias processam OpenAI por não alertar polícia antes de ataque no Canadá

Famílias de vítimas processam a OpenAI nos Estados Unidos por não alertar a polícia antes do tiroteio em escola no Canadá, alegando detecção de sinais oito meses antes

Moradores participam de uma vigília em homenagem às vítimas de um dos tiroteios em massa mais mortais do Canadá, em Tumbler Ridge, na Colúmbia Britânica
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  • Familiares de vítimas processam a OpenAI e o CEO Sam Altman nos Estados Unidos, em tribunal federal em São Francisco, alegando que a empresa identificou a atiradora como ameaça crível oito meses antes do ataque, com base em conversas no ChatGPT, mas não acionou a polícia.
  • Segundo a ação, as equipes de segurança da OpenAI teriam recomendado comunicar autoridades após identificar sinais de violência, mas a liderança não teria seguido a orientação.
  • O ataque ocorreu em Tumbler Ridge, na Colúmbia Britânica, em fevereiro, resultando na morte de nove pessoas e no suicídio do atirador; uma menina de 12 anos vítima permanece internada em estado grave.
  • Os processados cobraram indenizações não especificadas e uma ordem que reformule as práticas de segurança, incluindo protocolos de comunicação com autoridades; as ações são vistas como parte de um movimento maior de ações contra IA.
  • A OpenAI afirmou que treina modelos para recusar solicitações que possam facilitar violência, que já reforçou salvaguardas e notificações a autoridades quando há risco iminente; a defesa nega as acusações e aponta possível histórico de doença mental do autor em outros casos.

Familiares de vítimas processam a OpenAI nos EUA por não ter alertado a polícia antes de um ataque em escola no Canadá. O grupo alega que a empresa identificou a ameaça real oito meses antes, com base no diálogo da suspeita com o ChatGPT, mas não acionou autoridades. A ação foi apresentada em um tribunal federal em São Francisco.

O ataque ocorreu em Tumbler Ridge, no nordeste da Colúmbia Britânica, em fevereiro deste ano. Nove pessoas morreram, incluindo a atiradora, que cometeu suicídio. Entre as vítimas estavam uma assistente educacional e cinco estudantes com 12 a 13 anos. A polícia investiga os fatos.

Segundo os autos, a equipe de segurança da OpenAI teria recomendado acionar a polícia ao reconhecer a ameaça como crível e iminente, mas essa orientação não foi seguida pela gestão. A polícia nunca foi acionada, afirma o processo.

O escritório do CEO da OpenAI, Sam Altman, e a própria empresa teriam, conforme a ação, desativado a conta da atiradora, mas ela conseguiu abrir outra conta e continuar usando a plataforma para planejar o ataque. A ação cita reportagem do Wall Street Journal.

Os autores buscam indenizações não especificadas e uma ordem para reformular práticas de segurança, incluindo protocolos de comunicação com autoridades. O caso marca uma das ações internacionais mais diretas ligadas ao uso de IA em violência.

A OpenAI respondeu, afirmando que seus modelos são treinados para recusar pedidos que facilitem violência e que há notificação a autoridades quando há risco iminente de dano. A empresa sustenta que aprimora continuamente seus sistemas de detecção.

A ação envolve familiares das vítimas e uma sobrevivente de 12 anos que continua internada em estado grave. Os autos questionam a efetividade das salvaguardas internas e a aplicação de diretrizes de segurança.

Este processo se soma a outras ações nos EUA envolvendo alegações de que o ChatGPT facilita violência, autolesão ou homicídios. Ainda estão em estágio inicial, com debates sobre a responsabilidade de plataformas de IA.

Autoridades locais e federais discutem, em linhas gerais, o papel de plataformas de IA na prevenção de crimes. Em outra frente, o governo de outros estados acompanha investigações sobre o uso de IA em incidentes graves.

A defesa da OpenAI contesta as acusações, destacando histórico de saúde mental de alguns autores em casos específicos. A cidade de Tumbler Ridge segue investigando os desdobramentos legais do incidente.

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