- Goldman Sachs proibiu funcionários em Hong Kong de usar modelos da Anthropic, como Claude, por algumas semanas.
- A decisão veio de uma interpretação rígida do contrato com a Anthropic, que não se estende a outros fornecedores de IA, como a OpenAI.
- Em Hong Kong, ao contrário da China continental, as restrições costumam ser impostas pelas empresas, não pelo governo.
- A Anthropic afirmou que Claude não tem suporte em Hong Kong; o Goldman Sachs não comentou.
- A medida pode dificultar o HK como centro financeiro e levanta questões sobre uso de IA por outras empresas com contratos com a Anthropic.
O Goldman Sachs proibiu funcionários em Hong Kong de usar os modelos de IA da Anthropic. A medida, em vigor há algumas semanas, impede o acesso direto ao Claude, inclusive por meio das plataformas internas de IA. A decisão segue o contrato da instituição com a Anthropic.
Segundo quatro pessoas com conhecimento do assunto, a restrição decorre de uma interpretação rigorosa do banco sobre o seu acordo comercial com a startup do Vale do Silício. A leitura é de que nenhum produto da Anthropic pode ser utilizado pela equipe em Hong Kong.
A Anthropic informou que seus modelos não tinham “suporte” na região, sem detalhar o alcance da restrição. O Goldman Sachs não respondeu aos pedidos de comentário.
Contexto regulatório e impacto
Modelos ocidentais de IA já têm restrições na China continental, mas Hong Kong opera com maior autonomia. Ainda assim, empresas podem impor limites de uso conforme contratos com fornecedores de IA.
Analistas apontam que a prática busca evitar riscos de destilação de tecnologias, em que IA estrangeira pode ser usada para treinar novos modelos localmente. Hong Kong figura como centro financeiro estratégico.
Outras empresas e órgãos no território podem revisitar contratos com Anthropic
A restrição pode criar dúvidas para outras organizações em Hong Kong com acordos globais com a Anthropic. Não há confirmação pública sobre novos bloqueios em instituições adicionais.
O avanço de IA na região coincide com debates sobre segurança cibernética e capacidades de IA avançadas. O anúncio também ocorre em meio a discussões internacionais sobre uso responsável de modelos como Claude.
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