- Salvini afirmou que as reservas de combustível de aviação da Itália devem durar até o fim de maio.
- Ele disse que a posição de Roma é mais sólida do que a de muitos países europeus e que as reservas asseguram operações pelo menos até maio.
- Metade do combustível destinado aos aeroportos italianos passa pelo Estreito de Hormuz, hoje sob bloqueio naval em razão da guerra no Oriente Médio.
- Salvini garantiu que não há emergência que ponha em risco a segurança dos voos, mesmo com a pressão contínua sobre os custos.
- O risco futuro é de redução na oferta de voos e aumento de tarifas se o cenário de custos permanecer, segundo o ministro.
O vice-primeiro-ministro e ministro dos Transportes da Itália, Matteo Salvini, disse que as reservas de combustível de aviação disponíveis no país devem durar até o fim de maio. A estimativa foi apresentada durante uma sessão na Câmara dos Deputados, em Roma.
Salvini afirmou que a posição italiana é mais sólida do que a de muitos países europeus. Segundo ele, tensões em áreas estratégicas de energia geram instabilidade no mercado, mas as reservas atuais asseguram operações até o fim de maio.
O ministro ressaltou que metade do combustível destinado aos aeroportos italianos passa pelo Estreito de Ormuz, no Golfo, que enfrenta bloqueio naval ligado ao conflito no Oriente Médio. A situação, afirmou, não coloca em risco a segurança dos voos nem a continuidade do sistema.
Ainda sobre combustíveis, Salvini destacou que a pressão de custos continua elevada. Caso o cenário persista, manter o equilíbrio financeiro ficará mais difícil para as companhias aéreas, aumentando o risco de redução de voos e de tarifas para cidadãos e empresas.
Como contexto, a tensão envolve a região do Golfo, onde o Irã fechou o Estreito de Ormuz no início de março. A abertura da passagem ocorreu em 17 de abril, mas foi revertida no dia seguinte devido ao retorno do bloqueio americano aos portos iranianos.
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