- O porta-aviões USS Gerald R. Ford, o maior do mundo, voltará aos Estados Unidos após mais de 300 dias de implantação recorde.
- A missão incluiu participação na operação de captura de Nicolás Maduro e no conflito no Oriente Médio envolvendo o Irã.
- O retorno está previsto para meados de maio, com saída do Oriente Médio nos próximos dias e retorno ao porto em Virginia.
- A presença de três porta-aviões na região, além do Ford, durante o período, marcou movimentação naval sem precedentes desde 2003.
- Um incêndio em área de lavanderia levou o navio a retornar ao Mediterrâneo para reparos; autoridades disseram que houve trade-off entre prontidão e manutenção.
O porta-aviões USS Gerald R. Ford, maior navio de seu tipo já lançado, seguirá para casa após uma missão recorde de mais de 300 dias. A implantação incluiu participação no conflito com o Irã e na captura do líder venezuelano Nicolás Maduro, segundo dois funcionários dos EUA, que falaram sob condição de anonimato.
O retorno está previsto para ocorrer em meados de maio, com o Ford deixando o Oriente Médio nos próximos dias e recuperando o porto-base em Virgínia. A evolução foi antecipada pelo Washington Post, citando fontes militares.
Na região, a presença de três porta‑aviões norte‑americanos marca um recorde não visto desde 2003, durante a trégua no conflito com o Irã. O USS George H. W. Bush entrou na área na semana passada, enquanto o USS Abraham Lincoln permanece desde janeiro.
O Ford quebrou o recorde americano de maior tempo em operação após quase 10 meses no mar, começando a missão em junho, quando partiu de Norfolk, na Virgínia. O tempo no mar superou a marca anterior de 294 dias, registrada pelo Lincoln em 2020.
Especialistas apontam impactos para os tripulantes e para a logística da embarcação após longos períodos longe de casa. O navio também passou por uma incêndio em uma de suas áreas de lavanderia, que exigiu reparos e interrompeu o descanso de centenas de marinheiros.
Em testemunho na comissão de Serviços Armados da Câmara, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, disse ter consultado a marinha e mencionado trade-offs entre prontidão e manutenção. A extensão da missão foi justificada por demandas operacionais em tempo real, envolvendo as regiões do Sul e do Centro do Comando.
A transição da operação começou no Mediterrâneo, seguiu para o Caribe em outubro — parte de uma das maiores concentrações navais já vistas na região —, e avançou para o Oriente Médio com o aumento das tensões com o Irã.
O Ford iniciou a participação na fase inicial da guerra contra o Irã no Mar Mediterrâneo, passou pelo Canal de Suez e rumou ao Mar Vermelho em março. A viagem foi interrompida pelo incêndio, que obrigou o navio a retornar ao Mediterrâneo para reparos.
A operação de captura de Maduro, executada durante a missão, foi mencionada como parte do conjunto de ações que compõem o extenso esforço de mobilização regional. Ainda não houve confirmação de detalhes adicionais sobre o desfecho da operação.
O registro de 295 dias no mar coloca o Ford entre as missões mais longas da história recente, embora não alcance os 332 dias do USS Midway em 1972-1973, recorde ainda vigente devido a operações na era da Guerra Fria.
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